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Bolsonaro põe em dúvida número alto de mortos pela covid-19

Presidente afirmou que "pobres estão ficando miseráveis e classe média está ficando pobre" por restrições impostas por governadores e prefeitos

Brasil|Do R7

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"Não posso fazer tudo", diz Bolsonaro a apoiadores
"Não posso fazer tudo", diz Bolsonaro a apoiadores

O presidente Jair Bolsonaro pôs em dúvida na manhã desta quarta-feira (3), em frente ao Palácio da Alvorada, as notificações dos casos de morte pelo novo coronavírus. 

Saiba como se proteger e tire suas dúvidas sobre o novo coronavírus

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Ao comentar a fala de um apoiador que disse que perdeu a mãe por outros problemas de saúde ignorados no atestado de óbito, Bolsonaro afirmou que isso tem sido comum no Brasil. "Isso é o que está acontecendo geral, qualquer negócio é covid."

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O presidente, que nesta quarta-feira foi ao local sem máscara, pediu para as pessoas cobrarem também governadores e prefeitos, e admitiu que ele, sozinho, não pode fazer muita coisa. "Estou ouvindo as reclamações de vocês e podem ter certeza que isso não será deletado."

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Ele também reclamou do que considera a polarização do combate à pandemia. "O PT entrou com uma ação para derrubar a hidroxicloroquina. A questão é política."

O remédio é defendido pelo governo federal como principal tratamento nos casos de covid-19, principalmente no estágio inicial da doença.

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O presidente lembrou que o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que cabe a governadores e prefeitos a decisão de retomar as atividades econômicas, mas ressaltou que isso terá consequências graves ao país.

"O que está acontecendo no Brasil ultimamente? Pobre está ficando miserável e classe média está ficando pobre. Está ficando tudo igual no Brasil. Parece que não tem noção quando vai passar isso daí."

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Durante sua passagem pelo setor onde ficam pessoas simpatizantes com seu governo, ele ouviu reclamações contra os governos do Pará, Bahia e Pernambuco.

Bolsonaro fez também críticas à imprensa ao dizer que ela tem colocado nele a responsabilidade da nomeação de integrantes indicados pelos congressistas do chamado Centrão mesmo quando sequer passa pelo presidente a escolha. "Se eu for ler jornal, vou ficar envenenado", afirmou. 

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