Brasil tem papel fundamental no futuro da América Latina, diz relatório dos EUA
América Latina deve manter tendência de estabilidade
Brasil|Do R7
O Brasil vai desempenhar um papel fundamental no futuro da América Latina e terá mais pontos de convergência do que de divergência com os Estados Unidos nas próximas décadas, destaca o relatório de Inteligência divulgado nesta segunda-feira (10) nos Estados Unidos.
Os analistas de Inteligência no relatório "Tendências Globais 2030" avaliam que o "Brasil exercerá um papel de primeira ordem no futuro da região e este País terá mais coisas em comum com os Estados Unidos que divergências" nas próximas décadas.
A América Latina manterá sua tendência a ser cada vez mais estável, e a "principal conclusão que se pode tirar da última década de sucesso" é que "temos relativa confiança de que isto continuará", disse à imprensa Mathew Burrows, assessor do Conselho Nacional de Inteligência.
O relatório que analisa os possíveis cenários mundiais nos próximos 18 anos informa que "o que vemos [...] é uma tendência geral a uma maior estabilidade na América Latina".
Christopher Kojm, presidente do Conselho Nacional de Inteligência, salientando o avanço "para a coesão e a integração regionais", disse que "a América Latina e o Caribe sofreram mudanças de grande alcance, incluindo um crescimento econômico firme e uma redução da pobreza".
Se a região seguir incrementando sua renda per cápita e crescer, em média, 3,5% ao ano, até 2030 seu PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do País) vai representar a metade da economia americana, destaca o relatório de 137 páginas.
A principal preocupação da região para a comunidade de Inteligência americana são os países da América Central e do Caribe, que "seguirão frágeis e vulneráveis", com o risco de que sirvam de "refúgio tanto para redes criminosas mundiais como para grupos terroristas e insurgentes locais", disse Kojm.
O aumento dos preços dos combustíveis e da comida "colocará pressão adicional nas estruturas governamentais mais frágeis" nestas zonas, enquanto sua "falta de competitividade" e dependência à economia americana podem reduzir as oportunidades para seus jovens.
Ao ser perguntado sobre as implicações de falecimentos de líderes como o venezuelano Hugo Chávez, que está com câncer, ou do cubano Fidel Castro, Burrows admitiu que a mudança de liderança é fonte de "potencial instabilidade", mas reafirmou que a tendência a médio de longo prazo é de "estabilidade" na região.
Outra mudança importante envolvendo a América Latina passa pela independência energética dos Estados Unidos, possível nos próximos 10 ou 20 anos, o que significará uma queda ou até a suspensão das importações de petróleo de países como México e Venezuela.















