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Brasil tem pior déficit primário para maio, de R$30,736 bi, mostra BC

Brasil|Do R7

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Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de 30,736 bilhões de reais em maio, recorde para o mês, em meio ao contínuo descompasso entre receitas em queda e despesas em alta e que coloca em xeque o cumprimento da meta fiscal deste ano.

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Em pesquisa Reuters com analistas, a expectativa para maio era de rombo primário de 21,05 bilhões de reais. O resultado foi o pior para o mês desde o início da série do Banco Central em dezembro de 2001.

O BC informou nesta sexta-feira que o governo central (governo federal, BC e INSS) registraram déficit primário de 32,106 bilhões de reais no mês passado, enquanto os governos regionais (Estados e municípios) tiveram superávit primário de 894 milhões de reais. No período, as empresas estatais também conseguiram fazer economia para pagamento de dívidas, com saldo positivo de 475 milhões de reais.

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Na véspera, o Tesouro Nacional já havia divulgado déficit recorde para o governo central, pressionado principalmente pelo forte aumento das despesas. O governo, que enfrenta forte crise política, tem tentado garantir o andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional, a fim de colocar as contas públicas do país em ordem.

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META AMEAÇADA

No acumulado em 12 meses até maio, segundo o BC, o déficit primário do setor público somou 157,707 bilhões de reais, ou 2,47 por cento do PIB, acima da meta oficial de déficit de 143,1 bilhões de reais para 2017. O objetivo inclui rombo de 139 bilhões de reais do governo central, de 3 bilhões de estatais federais e de 1,1 bilhão de reais de Estados e municípios. Membros da equipe econômica vêm ressaltando o compromisso com o cumprimento da meta, que representará o quarto resultado negativo consecutivo do país, já sinalizando que aumento de impostos está sendo analisado. Como o governo não tem conseguido economizar para pagar os juros da dívida pública, o país segue se endividando para arcar com seus compromissos.

Em maio, ainda segundo o BC, a dívida bruta foi ao patamar recorde de 72,5 por cento do PIB, contra 71,3 por cento em abril. Já a dívida líquida atingiu 48,1 por cento, acima de 47,4 por cento do mês anterior. A expectativa em pesquisa Reuters era de que ficasse em 48 por cento do PIB.

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