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Brasil tem pior resultado primário para novembro e caminha para fechar 2014 negativo

A economia feita para o pagamento de juros acumulou déficit de 19,642 bilhões de reais no ano

Brasil|Do R7

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Este deve ser o primeiro resultado negativo em mais de dez anos
Este deve ser o primeiro resultado negativo em mais de dez anos

Com o pior resultado para novembro, quando houve déficit primário de 8,084 bilhões de reais, o setor público consolidado brasileiro praticamente pavimentou o caminho para fechar este ano com o primeiro resultado negativo em mais de dez anos.

Segundo informou o Banco Central nesta segunda-feira, a economia feita para o pagamento de juros acumulou déficit de 19,642 bilhões de reais no ano, até o mês passado.

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Os resultados acabaram levando o país a marcar, pela primeira vez desde o início da série história do BC em 2002, saldo negativo primário equivalente de 0,18 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Mesmo diante do iminente resultado negativo, o governo não sofrerá penalidades porque conseguiu aprovar no Congresso Nacional, depois de muito esforço político e sob pesadas críticas, mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 que, na prática, acabou com a meta de primário deste ano.

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O objetivo ajustado era de 99 bilhões de reais, ou 1,9 por cento do PIB, mas com elevadas despesas e receitas afetadas pelo baixo crescimento econômico, esta meta ficou longe da realidade.

O setor público consolidado --governo central, Estados, municípios e estatais-- não cumpre a meta de superávit primário desde 2012.

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c, enquanto que os governo regionais, saldo negativo de 1,794 bilhões de reais. As estatais, por sua vez, tiveram saldo positivo de 368 milhões de reais.

O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 41,606 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida líquida representou 36,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Já a dívida bruta ficou em 63,0 por cento do PIB em novembro.

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Num esforço em reverter a progressiva deterioração das contas públicas e reconquistar a confiança dos agentes econômicos, a nova equipe econômica --encabeçada pelos ministros indicados Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), além do presidente do BC, Alexandre Tombini-- anunciou nova meta de primário para 2015, equivalente a 1,2 por cento do PIB.

Entre outros, já informou que quer acabar com os aportes aos bancos públicos para tirar o peso sobre a dívida bruta do país. Para tanto, há poucos dias elevou parte das taxas de juros subsidiadas do BNDES.

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