Brasil tem que valorizar a democracia, diz Lula no aniversário de 25 anos das Diretas Já
Movimento que reivindicou fim do regime militar começou há 30 anos em São Paulo
Brasil|Do R7

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou neste sábado (25) o movimento Diretas Já, surgido há 30 anos para reivindicar o direito à eleição direta para presidente da República no fim da ditadura militar brasileira. Para o líder do PT, o País "tem que aprender a valorizar a democracia".
O ex-presidente fez referência ao movimento civil que, em 25 de janeiro de 1984, levou milhares de pessoas às ruas de São Paulo, e depois se expandiu por todo o País para reivindicar o fim do regime militar (1964-1985).
O movimento pela redemocratização reuniu políticos que, atualmente, estão em partidos rivais, como o próprio Lula, do PT (líder sindical na época), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB (então no PMDB).
"Fizemos a campanha mais extraordinária que o País viu, porque conseguiu unir todo mundo, todo o movimento sindical, o movimento estudantil, muitos empresários, todos os partidos políticos, com exceção dos de direita", lembrou o ex-presidente, em mensagem divulgada pelo Instituto Lula.
Relembre as Diretas Já em imagens
Apesar da importância das Diretas Já, a primeira eleição de um presidente civil foi indireta, e, entre 1985 e 1990, José Sarney governou o País, até passar a faixa para Fernando Collor de Mello, primeiro presidente eleito por voto direto desde 1962.
"Nós precisamos aprender a valorizar a democracia", disse Lula.
— A democracia, em qualquer lugar do mundo, foi conquistada a custo de muita luta, de muito sacrifício, de muita morte. A democracia não foi de graça em nenhum lugar do mundo. Estou contente de ter participado do maior movimento cívico na história dos 500 anos do Brasil.















