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Cade aprova fusão da ALL com Rumo Logística, mas impõe restrições

Brasil|Do R7

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Por Nestor Rabello

BRASÍLIA (Reuters) - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a fusão das transportadoras ALL e Rumo Logística, controlada pela Cosan Logística, com restrições.


Os conselheiros do órgão de defesa da concorrência acompanharam o voto do relator Gilvandro de Araujo, que recomendou restrições que incluem garantias de isonomia na prestação de serviços a concorrentes.

A operação envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais e prevê o encerramento de disputas judiciais entre ambas as companhias em torno de contratos de transporte de commodities.


Entre as condições citadas pelo relator estão garantias de terminais de açúcar para concorrentes e impedimentos a executivos da Cosan de assumirem cargos de direção na nova empresa.

As ações da ALL e da Cosan Logística, que já vinham sinalizando desde a semana passada a expectativa dos investidores sobre a aprovação da operação anunciada no início do ano passado, voltaram a mostrar alta expressiva nesta quarta-feira.


Os papéis da ALL chegaram a atingir um pico de valorização de cerca de 11 por cento e as ações da Cosan Logística tiveram máxima de 13 por cento.

Analistas do Bank of America Merrill Lynch afirmaram que a aprovação é positiva para as companhias e as medidas restritivas ficaram em linha com as expectativas.


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CONCORRENTES

O Cade também determinou que a nova empresa tenha contratos separados de prestação de serviços para impedir fechamento de mercados concorrentes.

Além disso, a nova companhia terá que garantir acesso de concorrentes a terminais da Rumo Logística no porto de Santos e criar um supervisor para garantir isonomia da empresa na prestação de serviços.

A fusão foi fortemente questionada por representantes de vários setores do agronegócio brasileiro.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa o setor de soja, o principal exportador de commodities agrícolas do país, afirmou que a união representava "concentração de poder" de mercado da empresa resultante.

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(Com reportagem adicional de Paula Laier)

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