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Caímos numa armadilha, dizem parlamentares sobre ida a Venezuela

Achei que seríamos agredidos fisicamente, diz senador do Acre

Brasil|Sandro Guidalli, do R7, em Brasília

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O senador Aécio Neves durante entrevista na Venezuela
O senador Aécio Neves durante entrevista na Venezuela

Recém-chegados de uma viagem malsucedida à Venezuela, seis dos oito senadores de uma comitiva que pretendia visitar presos políticos em Caracas disseram que caíram numa armadilha criada pelo governo daquele país com a colaboração do governo brasileiro. Eles não conseguiram deixar as imediações do aeroporto local pois, segundo os relatos, a van em que estavam foi parada numa barreira e cercada por manifestantes pró-governo. As janelas foram esmurradas e a lataria apedrejada.

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Segundo o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), as ações foram articuladas pelo governo de Nicolás Maduro com a colaboração do Itamaraty já que o grupo não recebeu apoio da Embaixada do Brasil em Caracas. A viagem do grupo chegou a ser ameaçada pois o governo venezuelano afirmou um dia antes da viagem que não autorizaria o pouso da aeronave da FAB que levou os senadores após negociações entre os dois governos.

— Não conseguimos visitar os presos, como Leopoldo Lopez, há 24 dias em greve de fome, nem as famílias que perderam parentes assassinados pela ditadura de Maduro. Fomos à Venezuela para prestar solidariedade aos opositores locais e fomos hostilizados com a anuência do governo Dilma, disse Lima.


O senador Sergio Petecão (PSD-AC) disse ao R7 que achou que os manifestantes fossem partir para o confronto físico contra a comitiva. Ele afirmou que os momentos foram de muita tensão pois não havia ninguém para protegê-los do grupo que cercou o veículo em que estavam.

— Quando chegamos começamos a ser filmados e hostilizados. Tenho certeza de que a decisão do embaixador do Brasil de nos abandonar à própria sorte foi deliberada, disse Petecão.

Os senadores acreditam que o próprio motorista da van que os conduzia agiu de forma coordenada com o aparato de hostilidade enfrentado pelos parlamentares. Segundo Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ao invés de tentar contornar as barreiras, ele foi ao encontro delas.

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