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Califórnia e outros Estados prometem liderar combate às mudanças climáticas nos EUA

Brasil|Do R7

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Por Peter Henderson

SAN FRANCISCO (Reuters) - Governadores e prefeitos de diversos Estados e cidades dos Estados Unidos não hesitaram em assumir a liderança da luta contra as mudanças climáticas no país depois que o presidente Donald Trump anunciou que os EUA irão sair do acordo do clima de Paris.

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As autoridades disseram que, coletivamente, podem mostrar à comunidade internacional que a nação continua comprometida a cortar as emissões de gases que os cientistas culpam pelo aquecimento global.

Governadores citaram medidas como o esforço da Califórnia para obter 100 por cento de sua eletricidade de fontes renováveis, os Estados do nordeste que estudam reduzir o consumo máximo permitido de carbono e as medidas em que o Oregon trabalha para estabelecer um preço para o carbono.

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"Existe uma rota aqui na qual o resto da América, em reação ao que realmente é uma decisão insana do presidente Trump, adota o tipo de medidas necessárias", disse o governador da Califórnia, Jerry Brown, à Reuters.

Mais Estados podem seguir o exemplo da Califórnia e do vizinho Oregon adotando padrões de combustíveis de baixo carbono, ampliando as exigências de veículos com emissão zero e possivelmente fundindo medidas anticarbono como impostos, tetos e comércio, disseram os governadores e analistas.

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"Existe a possibilidade de que, com o tempo, os Estados possam aumentar os mercados de comércio de emissões e fundi-los, inclusive através de fronteiras nacionais, como aconteceu no Québec e na Califórnia", disse o governador de Washington, Jay Inslee, em entrevista à Reuters, referindo-se aos sistemas de comércio de carbono regionais já em vigor no nordeste e no oeste.

Inslee, Brown e Andrew Cuomo, governador de Nova York, anunciaram a criação de uma "aliança climática" de Estados comprometidos com as metas do acordo de Paris.

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Trump comunicou sua decisão de desligar os EUA do pacto de Paris argumentando que sua exigência de cortar emissões de dióxido de carbono dos EUA ameaça milhões de empregos e a produtividade. Ele ainda disse que irá iniciar um processo que pode levar quatro anos para romper com o acordo, que foi assinado por quase todos os outros países da Terra.

O presidente mencionou o declínio dos empregos na indústria de carvão como exemplo de seu temor de que o compromisso climático esteja prejudicando os trabalhadores norte-americanos, mas críticos de seu gesto ressaltaram que as indústrias de energia renovável, especialmente a solar, estão criando centenas de milhares de vagas -- muitas mais do que as atualmente existente no setor carvoeiro.

Brown está indo para a China nesta sexta-feira para chefiar uma conferência de Estados e outros participantes "subnacionais" que estão assumindo compromissos voluntários para reduzir os gases de efeito estufa.

(Reportagem adicional de Valerie Volcovici)

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