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Câmara deve retomar votação de royalties do petróleo com mudança no texto que agrada ao governo

Proposta já passou pela Casa e pelo Senado, mas sofreu alterações. Veja os principais pontos

Brasil|, com R7

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A Câmara dos Deputados deve retomar nesta quarta-feira (14) a votação do projeto que destina os recursos pagos pela exploração do petróleo à saúde e à educação. Editado pelo governo, o texto já passou por diversas modificações durante a tramitação.

O projeto passou por uma votação na Câmara, foi enviado ao Senado, e agora encontra-se novamente nas mãos dos deputados, que devem dar a palavra final sobre o texto. A partir dessa votação na Câmara, a matéria seguirá à sanção presidencial.


A versão já aprovada pelos deputados, cuja votação deve ser concluída hoje, contém dois pontos que desagradam ao governo, mas um acordo de última hora conseguiu reverter um deles, o que trata da destinação do excedente em óleo para a União. Esse dispositivo deve ser retirado do texto.

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O item que trata do uso de recursos do Fundo Social para remetê-los à saúde e à educação foi mantido.

O Senado chegou a alterar essa regra e resgatou o que o governo defendia, estabelecendo que os recursos a serem encaminhados a essas áreas viriam dos rendimentos do fundo, e não de seu capital principal. Mas essa alteração foi rejeitada pelos deputados quando o projeto voltou à Câmara.


Confira, a seguir os principais pontos do projeto:

Fundo Social


- O governo pretendia destinar 50% dos rendimentos do Fundo Social para a educação.

- A Câmara dos Deputados já aprovou texto, que ainda pode ser modificado, determinando o uso de 50 por cento dos "recursos recebidos pelo Fundo Social", o que inclui seu capital principal, para aumentar o volume destinado à saúde e à educação.

Óleo Excedente

- Pelo regime de partilha, órgãos do governo definem o mínimo de óleo que deverá ser oferecido à União. Quem oferecer a maior parcela de óleo à União, ganha a licitação da área de exploração em questão. O texto da Câmara previa a fixação do piso de 60%, mas os deputados fecharam um acordo para retirar esse dispositivo.

- Para o governo, estabelecer um mínimo tira a flexibilidade na elaboração dos leilões. O dispositivo também preocupa investidores do setor.

Recursos Atuais

- Quando o projeto aguardava votação no Senado, o governo acenou com um acordo para que a proposta original fosse retomada, oferecendo remeter de imediato para a educação recursos da União arrecadados em campos da camada pré-sal, que já estão em exploração.

- Essa destinação imediata foi incorporada por senadores e mantida por deputados.

Educação e Saúde

- O texto enviado pelo governo ao Congresso previa a destinação integral dos recursos dos royalties e da participação especial à educação, medida assumida como um compromisso pessoal pela presidente Dilma Rousseff.

- Na primeira votação na Câmara, deputados incluíram a saúde no projeto, que terá direito, pelo texto, a 25% dos recursos. Os 75% restantes serão destinados à educação. A mudança foi mantida pelos senadores e também está presente no texto já aprovado pela Câmara que aguarda apenas a análise de emendas.

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