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Carvalho: Dilma quer PF investigando caso Wikipédia

Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República esteve na manhã de hoje em SP

Brasil|Do R7

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O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou nesta segunda-feira (11) que assinou no último sábado requerimento ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, pedindo a investigação, pela Polícia Federal, do caso de mudança de perfis de jornalistas na Wikipédia a partir de computadores do Palácio do Planalto. Ele informou que a presidente Dilma Rousseff pediu que se ampliasse o processo de investigação interna, com a inclusão da Polícia Federal no caso.

"A pessoa que praticou essa bobagem fez dois males: um para os próprios atingidos e outro para o próprio governo", avaliou em entrevista à imprensa, antes de participar de aula pública com alunos da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).

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O ministro disse ainda não saber informar quem foi o autor das alterações e criticou o sistema da enciclopédia virtual.

— Esse sistema é um pouco estranho, porque permite que qualquer pessoa possa alterar os perfis.

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Gilberto Carvalho declarou também que ainda não há proposta de mudança no sistema de informática do Planalto, para criar usuários individuais de acesso à internet.

"O evento foi na sexta-feira. No sábado, assinei requerimento ao [ministro] Aloizio Mercadante, pedindo a investigação. Primeiro vamos tentar achar quem fez e depois fazer um balanço", afirmou, avaliando que, mesmo com a tecnologia, o governo terá dificuldade para achar o autor.

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Copa do Mundo

Carvalho avaliou também que se difundiu dentro do PT o entendimento dele de que as críticas à presidente Dilma Rousseff durante a Copa do Mundo não partiram apenas da elite branca. Prova disso, segundo ele, é que o partido está muito preocupado em fazer a campanha à reeleição de Dilma com muita mobilização de movimentos sociais.

— Estou muito feliz, porque a campanha da Dilma não está só assentada na TV, está com os movimentos sociais.

Na época, a declaração de Carvalho sobre as críticas à presidente gerou um mal estar dentro do partido e foi rebatida pela própria Dilma, que disse não concordar com o ministro.

Petrobras

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República negou haver movimento dentro da Petrobras contra a atual presidente da estatal, Maria das Graças Foster. Ele avaliou que há uma exploração eleitoral dos problemas da empresa.

— Não vejo esse clima [de crise interna]. Pode ter gente menos satisfeita ou mais satisfeita. Mas a empresa continua investindo pesado, tocando o barco.

Para ele, os problemas pelos quais a Petrobras passa são "normais" de qualquer empresa.

Gilberto Carvalho também comparou o cenário atual da estatal à época do Mensalão.

— Na época, o [então presidente] Lula chegou e disse: 'O que eles querem é que a gente pare de trabalhar". Houve aquela espuma toda e nós seguimos trabalhando. Quando a espuma baixou, o povo viu o resultado", contou.

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