Centrais sindicais realizam manifestações na Esplanada dos Ministérios
Esse é o primeiro ato da marcha que deve durar todo o dia
Brasil|Da Agência Brasil
Um cortejo carrega um caixão até a portaria do ministério do Trabalho. O corpo simbólico é do ACE (Acordo Coletivo Especial), contra o qual os manifestantes protestam. Esse é o primeiro ato da marcha que deve durar todo o dia.
Paulo Barela, da executiva da CSP Conlutas (Central Sindical e Popular Conlutas), um dos movimentos organizadores, disse que "será uma jornada longa com várias reivindicações".
— Trata-se de um protesto contra a política econômica conduzida pelo governo, que privilegia alguns setores mais ricos em detrimento de outros.
Segundo Barela, está confirmada uma audiência no Palácio do Planalto para esta quarta-feira (24), quando os movimentos sindicais pedirão agendamento de audiência com Gilberto Carvalho. Os manifestantes tentarão se reunir também com representantes do STF (Supremo Tribunal Federal) e com a presidência da Câmara dos Deputados. Na Câmara, a principal demanda é a saída de Marcos Feliciano da Comissão de Direitos Humanos.
Índios voltam ao Congresso para participar de audiência pública no Senado
A marcha tem uma extensa pauta de reivindicações em diversas áreas. No setor da educação, os representantes pedem a valorização dos profissionais e da educação pública. Além disso, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior protesta contra a entrega da administração de hospitais universitários a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
Será entregue ao Ministério da Educação o resultado de um plebiscito que realizou com 60 mil assinaturas de profissionais do ensino superior.
A presidente da entidade, Marinalva Olivera disse que "a empresa vai privatizar os hospitais universitários e tirar da sociedade exames e consultas as quais tem direito".
Marcelo Ferreira veio de Belém, no Pará, para reivindicar melhorias para a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Ele teve amigas travestis agredidas e uma delas chegou a falecer.
— A comunidade LGBT sofre todas as dificuldades na sociedade. Viemos aqui hoje pedir a criminalização da homofobia e a saída de Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos. Ele está envergonhando a sociedade.
Melissa Coelho, indígena da Aldeia Maracanã, do Rio de Janeiro veio em um grupo de 10 indígenas para pedir a manutenção da aldeia no Museu do Índio. Eles querem que no local seja criado um centro universitário para os indígenas.
— Viemos dar visibilidade para nossa causa. Queremos mostrar que a força indígena está viva e reivindicante. O que aconteceu não pode cair no esquecimento.















