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Chefe de polícia de Chicago é destituído após protestos por morte de jovem negro

Brasil|Do R7

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Por Mary Wisniewski

CHICAGO (Reuters) - O chefe da polícia de Chicago foi destituído na terça-feira, depois de dias de protesto contra os 16 disparos de um policial branco contra um adolescente negro e a recusa do departamento, por mais de um ano, de apresentar um vídeo da morte.

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O prefeito Rahm Emanuel anunciou durante uma coletiva de imprensa que pediu a Garry McCarthy, superintendente da polícia desde maio de 2011, que renunciasse ao cargo. Emanuel também afirmou que estava criando uma nova força-tarefa de corregedoria de polícia.

O policial branco Jason Van Dyke foi acusado há uma semana de assassinato em primeiro grau na morte de Laquan McDonald, em 2014. O vídeo gravado pela câmera do painel de um carro de patrulha foi divulgado nesse mesmo dia.

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Assassinatos de homens negros por policiais, principalmente brancos, têm provocado manifestações de protesto há cerca de dois anos em cidades norte-americanas, alimentando um debate nacional sobre relações raciais e abordagens policiais.

Emanuel, um democrata e ex-chefe de gabinete do presidente Barack Obama, disse ser responsável pelo que aconteceu no caso, tanto quanto o superintendente da polícia. Ele declarou que a criação da força-tarefa visa reconstruir a confiança no departamento de polícia de uma das maiores cidades do país.

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O prefeito afirmou que a situação de McCarthy estava “desviando a atenção”. Em um editorial na terça-feira, o Chicago Sun-Times pediu a renúncia de McCarthy e representantes negros na Câmara Municipal da cidade e manifestantes também vinham reivindicando sua saída do cargo.

Cerca de 150 manifestantes aguentaram temperaturas quase congelantes diante da sede da polícia de Chicago na terça-feira à noite, em um protesto liderado pelo braço local do grupo As Vidas dos Negros Importam.

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"Nós construímos um movimento de resistência e para colocar pressão nos mais altos cargos, tanto no departamento de polícia como na prefeitura", disse o manifestante Damon Williams, de 23 anos. "Esta é uma luta muito longa e temos muito trabalho a fazer".

(Reportagem adicional de David Greising, Michael Lansu, Dave McKinney, Karl Plume e Renita Young, em Chicago)

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