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Cid Gomes pede demissão do Ministério da Educação após crise com base governista

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão do cargo, informou o Palácio do Planalto em nota nesta quarta-feira, após participar de sessão tumultuada na Câmara dos Deputados.

A saída de Cid havia sido adiantada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em declaração em plenário pouco depois de o ministro ter discursado na Casa.


O ministro pediu demissão do governo após uma tumultuada sessão na Câmara e alegou à presidente Dilma Rousseff não ter mais condições de permanecer no cargo após troca de farpas com diversos deputados, que só foi encerrada quando o então ministro deixou a tribuna e o plenário da Casa antes do término da sessão, depois de ser chamado de “palhaço” e ter seu microfone desligado.

"Minha declaração e a forma como coloquei minha posição na Câmara criou dificuldades para a base do governo", disse o ministro a jornalistas após pedir demissão à presidente no Palácio do Planalto.


"A conjuntura política impede minha presença no governo", acrescentou.

Cid participou de comissão geral na Câmara para explicar a declaração de que haveria no Congresso “300 ou 400 achacadores” que se aproveitam da fragilidade do governo. Na ocasião, o ministro se desculpou e argumentou que a afirmação havia sido feita em caráter privado, mas provocou reações dos deputados, ao afirmar, da tribuna, que aqueles da base que não votam como governo deveriam “largar o osso”.


“Partidos de oposição têm o dever de fazer oposição, partidos de situação têm o dever de ser situação ou então larguem o osso. Saiam do governo”, disse.

Cid chegou a apontar para Cunha e afirmar que preferia ser acusado de ser mal-educado do que “ser como ele, acusado de achaque", como disse a manchete de um jornal.


O clima esquentou ao ponto de o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), ter pedido a cabeça do ministro. Cunha prometeu processar Cid.

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(Por Maria Carolina Marcello, com reportagem de Jeferson Ribeiro)

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