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Clima da CPI esquenta, relator é acusado de ditador e sessão é suspensa

Discussão aconteceu mesmo após acordo de como seria apreciado o relatório

Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília

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A sessão da CPI do Cachoeira foi suspensa na manhã desta quarta-feira (29) após o clima entres os parlamentares ter esquentado. O motivo da interrupção é que o resumo do texto do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), não havia sido distribuído aos parlamentares.

O presidente da comissão, senador Vital do Rego (PMDB-PB), suspendeu a sessão para que o material seja impresso e distribuído.


Mas antes disso, o relator chegou a ser acusado de "ditador do relatório" pelo deputado Vaz de Lima (PSDB-SP).

—O senhor agora está adotando a posição de ditador do relatório.


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A discussão aconteceu no início da sessão desta quartaem que o relatório da CPI seria finalmente lido. Após uma reunião entre os líderes e os demais membros da CPI, o presidente da CPI anunciou um acordo de procedimento para a leitura do relatório.


O acordo prevê que os parlamentares apresentem sugestões para a modificação ou não do relatório. As propostas podem acatadas ou não pelo relator. Se não acatadas, o relator submete as manifestações para a votação em plenário.

O relator, no, entanto, concordou apenas em receber sugestões sobre os capítulos 6 e 7 do relatório, os que pedem indiciamento de jornalistas e o que sugere que a conduta do Procurador Geral de República, Roberto Gurgel seja analisada.


— Do ponto de vista regimental em tenho disposição de retirar as partes 6 e 7 do relatório, tema que trata dos jornalistas e do que trata do procurador da República. Isso já foi manifesto, contudo há a submissão das sugestões que eu venha a receber ou não do plenário além desses dois temas depende da análise do relator.

A posição do relator irritou os parlamentares da oposição, que apresentaram várias questões de ordem enquanto o texto era lido, até que a sessão foi suspensa.

A sessão

Esta é terceira tentativa de leitura do relatório da CPI. A sessão em que o relatório seria apresentado estava inicialmente marcada para o dia 20 de novembro, mas a sessão foi adiada para o dia seguinte porque as mais de 5.000 páginas não haviam sido impressas para distribuição.

Na sessão do dia 21 de novembro a leitura do relatório foi adiada em função de um pedido de vista coletiva da oposição, que alegou não ter tido tempo de analisar o texto. Uma sessão extraordinária foi então marcada para o dia 22 de novembro.

Na sessão extraordinária a leitura do relatório foi mais uma vez adiada para esta quarta-feira (29) pelo relator, que alegou que não havia acordo sobre o texto, que deveria ser discutido antes de ser lido.

Os pontos de divergência do relatório são justamente o pedido de indiciamento de jornalistas e a sugestão de análise de conduta do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

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