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Código nacional contra incêndios depende de decisão do governo federal

Normas técnicas básicas devem ser criadas para evitar tragédias como a de Santa Maria

Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília

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Especialistas querem novas regras para evitar tragédias como a da boate Kiss
Especialistas querem novas regras para evitar tragédias como a da boate Kiss

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) já apresentou ao governo federal os estudos feitos nos últimos anos para criar um Código Nacional de Segurança contra Incêndios e aguarda decisão do Executivo para traçar as regras básicas que devem ser seguidas por governos municipais e estaduais.

O superintendente do Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndios da ABNT, José Carlos Tomina, se reuniu com o secretário Nacional de Defesa Civil, Humberto Vianna, logo depois da tragédia na boate Kiss em Santa Maria (RS).

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De acordo com Tomina, uma estratégia está sendo desenhada para criar um documento que sirva de base até mesmo para uma legislação que vem sendo discutida no Congresso Nacional.

— Nós estamos só aguardando uma resposta deles. Me encontrei com o secretário, nós conversamos e passamos tudo para ele, tanto as informações que temos quanto a proposta do código. O governo agora está verificando a maneira que isso será feito e o melhor momento.

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Tomina faz parte de um comitê que estuda, desde 2005, os problemas e possíveis soluções relacionadas aos incêndios no País. Todos os anos, cerca de 200 mil grandes incêndios acontecem em todo o País e exigem o auxílio de bombeiros.

Apesar do grande número de ocorrências, apenas 11% dos municípios brasileiros têm Corpo de Bombeiros e estrutura para vistoriar e fiscalizar o cumprimento da legislação, de acordo com um levantamento feito pela ABNT.

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Padronização 

O especialista da ABNT explica que o maior problema das edificações hoje é que não há uma padronização das exigências. Dessa forma, cada cidade adota suas próprias regras e, assim, até mesmo a fiscalização fica mais difícil.

Tomina diz que o código nacional poderia especificar, por exemplo, as atribuições de cada entidade — Corpo de Bombeiros, governo estadual, prefeituras, Defesa Civil e governo federal.

Além disso, poderia trazer os objetos básicos que deveriam ser checados em uma fiscalização ou antes de se emitir um alvará de funcionamento.

— Assim que o governo der o "ok", o comitê reúne uma equipe técnica para elaborar o código. Nós já temos um esboço, com estrutura preliminar, mas muita coisa ainda precisa avançar. A ideia é montar uma regulamentação única sobre as questões técnicas de como deve ser protegido um shopping ou boate, por exemplo.

Segundo Tomina, o trâmite e para onde segue o código depois de criado é uma outra discussão.

— Nós somos responsáveis pelas questões técnicas. As questões jurídicas, o trâmite, se sai do Ministério da Justiça, se é do Ministério da Integração, Casa Civil ou Congresso, não cabe a nós analisar. Esse documento poderia ser base para uma legislação que seria criada.

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