Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Com volta de Celso de Mello, STF retoma julgamento do mensalão nesta segunda

Cabe a ele voto decisivo sobre perda de mandato

Brasil|Do R7

  • Google News

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta segunda-feira (17) o julgamento do mensalão, depois de duas sessões canceladas por problemas de saúde do decano, Celso de Mello, a quem cabe o voto decisivo sobre a perda de mandato dos deputados condenados na ação penal.

Celso de Mello passou por avaliação médica na manhã de segunda e foi liberado pelos médicos para participar da sessão. Ele havia sido internado na quarta-feira por causa de uma forte gripe, segundo informações da assessoria do STF.


A corte tem apenas duas sessões antes do início do recesso e, caso não seja possível concluir os temas pendentes — além da perda de mandato, há a discussão da prisão imediata e revisão das multas aos condenados —, o julgamento será encerrado apenas em fevereiro, quando o STF retoma as deliberações em plenário.

Leia mais notícias de Brasil


Ministra do STF desconfia de declarações de Valério

STF nega recurso de defesa de João Paulo Cunha


Na última segunda, o debate sobre a quem cabe determinar a perda de mandato dos deputados — se ao STF ou ao Congresso Nacional — terminou empatado.

O placar ficou em quatro votos a favor de que o tribunal determine sobre a perda do mandato e quatro delegando a tarefa à Câmara dos Deputados.


Três deputados são diretamente afetados: João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

O ex-presidente do PT José Genoino também depende da decisão, uma vez que é suplente e ocupará uma cadeira na Câmara por conta da eleição a prefeituras de parlamentares do PT paulista.

Nas intervenções nas últimas sessões, Celso de Mello indicou que deve votar com o relator, Joaquim Barbosa, e determinar que os deputados percam seus mandatos.

A decisão tem potencial de causar uma crise com o Congresso, uma vez que tanto deputados quanto senadores vêm protestando contra uma possível interferência do Judiciário no Legislativo.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), voltou a dizer nos últimos dias que a Constituição garante que a palavra final cabe ao Legislativo e comparou a possibilidade de o Supremo cassar mandatos com medidas de um regime de exceção, como as ditaduras.

Mesmo que o STF decida pela perda dos mandatos, a medida ainda pode ser alvo de embargos por parte das defesas dos deputados, já que há quatro votos contrários.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.