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Combate ao Tráfico de Pessoas: Brasil teve 3.063 casos de trabalho análogo à escravidão em 2012

Do total de trabalhadores flagrados, 46 eram estrangeiros: 41 bolivianos e cinco paraguaios

Brasil|Do R7

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Tráfico de pessoas ainda é um problema recorrente no mundo
Tráfico de pessoas ainda é um problema recorrente no mundo

Nesta quarta-feira (30), é comemorado o Dia Internacional de Combate ao Tráfico Internacional de Pessoas, e o Brasil ainda registra um alto número de pessoas traficadas ou trabalhando em situações análogas à escravidão. Apenas em 2012, foram 3.063 trabalhadores flagrados em condições similares às dos escravos, com rotinas extenuantes, péssimas condições sanitárias, salários inadequados, entre outras situações degradantes.

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) registrou 46 estrangeiros nesse universo, sendo 41 bolivianos e cinco paraguaios. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça no começo desta semana.

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No mesmo ano, quatro casos de brasileiros que foram levados para fora do Brasil para exploração sexual foram registrados. Um homem foi levado para a Romênia e outro para a Sérvia para atuarem como jogadores de futebol. Já duas mulheres foram encontradas na Índia sendo exploradas como modelos.

Os casos específicos de tráfico de pessoas registrados em 2012 chegaram a 1.168. O tráfico interno de pessoas foi o de maior incidência, tendo a adoção ilegal como o caso mais recorrente.

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Os casos de tráfico para fins de adoção ilegal, tanto internos quanto internacionais, chegam a 57 ao todo. Em seguida, vêm os casos de exploração sexual, com 34 incidências.

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Sobre o aumento no número de notificações, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, destacou a importância na conscientização da população acerca desse problema.

— Isto mostra que está havendo uma conscientização maior de vítimas ou pessoas que sabem da existência desse crime, no desejo de informar as autoridades, o que tem permitido mais ações. Mas ainda há muito a fazer, pois sabemos que o universo de pessoas vítimas desse crime é muito maior, então precisamos nos esforçar e unir cada vez mais em relação a isso.

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Para Paulo Abrão, secretário Nacional de Justiça, uma das conquistas no combate ao tráfico de pessoas foi a redução no número de crianças e adolescentes vítimas.

— Elas representavam 60% das vítimas. Hoje são 40% das mulheres entre 10 e 29 anos de idade, sem escolaridade, de cor negra e pobres, que representam a maioria das vítimas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.

Durante o lançamento do relatório, na segunda-feira (28), o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado na cor azul, como tema alusivo à iniciativa.

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