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Comissão de Ética mantém processo contra Geddel mesmo após demissão

Reponsável pela articulação política do governo entregou o cargo nesta sexta-feira (25)

Brasil|Do R7

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Geddel é alvo de processo da Comissão de Ética da Presidência
Geddel é alvo de processo da Comissão de Ética da Presidência

O presidente da Comissão de Ética da Presidência, Mauro Menezes, informou nesta sexta-feira (25) que o processo contra o agora ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima continua correndo, mesmo com sua demissão do cargo.

— É prerrogativa de qualquer autoridade pedir demissão. Isso não constitui ter havido por parte do ministro um desvio ético. Mas o processo tem continuidade e permanece sob exame estando a autoridade no cargo ou não.


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Com a demissão do cargo, no entanto, o poder de punição da comissão se restringe a ficar como uma "mancha ética" no currículo.


— Não podemos dizer que alguém não pode continuar na vida pública, apenas deixamos registrado que uma autoridade tem em seu currículo determinada avaliação quanto ao seu comportamento ético. E hoje no Brasil isso tem valido muito.

A Comissão de Ética decidiu na semana passada, por unanimidade, abrir um processo depois das denúncias do ex-ministro da Cultura de que Geddel o teria pressionado para mudar uma decisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e liberar um empreendimento em Salvador onde o ministro tem um apartamento.


Apesar de Calero ter citado, em seu depoimento à Polícia Federal, também o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o chefe da assessoria jurídica do órgão, Gustavo Vale Rocha, Menezes informou que a Comissão não abrirá processos sobre nenhuma outra autoridade.

— Não existe sinalização de que venhamos abrir processo contra outra autoridade citada. A comissão é muito criteriosa. Não basta uma citação em qualquer depoimento ou denúncia para que a comissão abra de pronto o processo, mas fica sempre atenta.

A próxima reunião da comissão foi remarcada do dia 14 para o dia 15 de dezembro. Geddel ainda não enviou sua defesa, o que pode fazer até o dia 1º. de dezembro.

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