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Comissão de Orçamento termina mandato sem votar contas de Dilma de 2014

O período em questão é o ano das “pedaladas fiscais” citadas no pedido de impeachment

Brasil|Da Agência Brasil

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Deputada Rose de Freitas afirma que não há "tempo hábil" para votar as contas governamentais de 2014 na comissão mista
Deputada Rose de Freitas afirma que não há "tempo hábil" para votar as contas governamentais de 2014 na comissão mista

A CMO (Comissão Mista do Orçamento) não vai votar as contas do governo de Dilma Rousseff referentes a 2014, em sua última reunião antes do fim do atual mandato, que ocorre nesta terça-feira (29), disse a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente do colegiado.

O período em questão é o ano das “pedaladas fiscais” citadas no pedido de impeachment em análise por comissão especial na Câmara.


O atraso do governo em repassar recursos do Tesouro a bancos públicos em 2014, as ditas pedaladas fiscais, foram uma das três principais razões apresentadas pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal no pedido de impeachment de Dilma, aceito em dezembro pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Outro argumento foi o parecer do TCU (Tribunal de Contas da União) que recomendou ao Congresso reprovar as contas de 2014 do governo, com base nas pedaladas e no uso de decretos de liberação de verbas que estouravam o teto da meta fiscal sem a aprovação prévia do Congresso.


O terceiro motivo, dado por Cunha como justificativa para aceitar o pedido, foi a continuidade do uso de tais decretos em 2015.

A votação das contas do governo na CMO e, posteriormente, em sessão conjunta do Congresso, chegou a ser vista como necessária para sustentar um pedido de impeachment baseado em crimes de responsabilidade fiscal, mas esse trâmite acabou sendo atropelado pela decisão de Cunha.


Em setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu não interferir na questão, liberando a Câmara a votar as contas do governo em separado. É o que será feito, na prática, na comissão especial de impeachment.

A aprovação das contas governamentais de 2014 na CMO, no entanto, poderia servir como munição contra o impeachment na comissão especial, e a matéria está na pauta de votação para a tarde desta terça-feira na comissão, mas “não é possível [votá-las]”, afirmou Rose de Freitas.


— Acho até que tem maioria para aprovar o relatório do senador, o que não tem na verdade é tempo hábil para votar isso.

No fim de dezembro, o relator das contas do governo de 2014, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO), vice-líder da base aliada no Senado, deu parecer recomendando a aprovação das contas, com ressalvas.

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