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Comissão do Senado adia discussão sobre liberação de inibidores de apetite no Brasil 

Projeto quer derrubar resolução da Anvisa que proíbe a comercialização dos medicamentos

Brasil|Do R7, com Agência Senado

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remédios falsos Getty Images

A análise do projeto de decreto legislativo que suspende a resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que proibiu, no final de 2011, o uso de inibidores de apetite foi adiada por um pedido de vista coletiva e deve retornar à pauta na próxima reunião da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado.

A proposta é defendida pela maioria dos senadores, mas a base governista pediu mais tempo para analisá-la. O projeto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, é de autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) e recebeu relatório favorável da senadora Lucia Vânia (PSDB-GO).

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Na avaliação dela, a Anvisa errou por fazer um decreto generalizado, com o intuito de evitar os abusos, sem ouvir os médicos.

— A comunidade científica entende que a proibição não pode prejudicar o tratamento dos que têm obesidade mórbida.

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Vários parlamentares se manifestaram lembrando que os inibidores de apetite são as únicas opções de pessoas que não podem esperar, por exemplo, por uma cirurgia bariátrica.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que, se não são ideais, os medicamentos são o que há de melhor em terapia farmacológica para tratamento da obesidade. O presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) disse que a resolução da Anvisa é muito restritiva.

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— A proibição fecha a porta do tratamento e abre a porta para a morte. E a comunidade médica não foi consultada.

Roberto Requião (PMDB-PR) observou ainda que a própria Anvisa poderia rever a resolução, já que há o risco de o projeto em análise liberar todos os medicamentos, quando, em sua opinião, há alguns que realmente mereceram a proibição do consumo.

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