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Comissão do Senado começa a discutir hoje fim do reajuste automático de salários de políticos

Quando um recebe aumento salarial, os equivalentes estaduais e municipais também recebem

Brasil|Do R7, com Agência Senado

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Senado começa a análise das medidas que podem acabar com reajustes automáticos
Senado começa a análise das medidas que podem acabar com reajustes automáticos

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado começa discutir nesta quarta-feira (9) a vinculação automática para os vencimentos mensais recebidos por agentes públicos (subsídios), como parlamentares e ministros dos tribunais superiores.

Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), de autoria da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), impede o “efeito cascata” no reajuste dessas remunerações. O texto recebeu parecer favorável do relator, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).


No relatório, Randolfe argumentou que “a proposição oferece uma resposta objetiva a essa distorção, vedando, diretamente, as vinculações remuneratórias automáticas. Assim, por recuperar a moralidade do sistema e devolver o modelo ao seu curso original, nossa inclinação é favorável à aprovação".

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Os salários de deputados estaduais, por exemplo, costumam ser reajustados conforme o aumento salarial dos deputados federais. Os juízes dos tribunais estaduais também têm os salários reajustados conforme os aumentos dos ministros dos tribunais superiores.


Interesse público

A PEC também cuida de eliminar a equivalência integral de salários entre ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e dos demais tribunais superiores. No entanto, Randolfe modificou o texto, estabelecendo que os subsídios pagos no TCU serão fixados por lei ordinária e limitados a 95% do que recebem os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).


Gleisi lembrou, no projeto, que os reajustes automáticos têm acontecido sem um debate prévio nas assembleias legislativas e câmaras de vereadores, o que muitas vezes contraria o interesse público, desprezando, como lembrou também Randolfe, a realidade financeira e orçamentária dos estados e municípios.

Regra atual

Atualmente, a Constituição estabelece o valor correspondente a 75% do subsídio pago aos deputados federais como teto para o subsídio de deputados estaduais e distritais. Quanto ao teto do que é pago aos vereadores, deve se basear em um percentual do subsídio dos deputados estaduais, definido em função do número de habitantes do respectivo município.

Em relação aos ministros do TCU, o texto constitucional estende à categoria os mesmos vencimentos e vantagens recebidos pelos ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A mesma regra é aplicada aos conselheiros dos tribunais de contas estaduais, do Distrito Federal e dos municípios, subsídio que, neste último caso, tem sido vinculado ao pagamento dos desembargadores dos Tribunais de Justiça.

Por fim, a Constituição regula os subsídios recebidos pelos membros do Poder Judiciário, determinando que o dos ministros dos tribunais superiores corresponderá a 95% do fixado para os ministros do STF. Estabelece ainda que a diferença entre os subsídios dos demais magistrados não poderá ser superior a 10% ou inferior a 5% nem exceder a 95% dos subsídios dos ministros dos tribunais superiores.

Depois de passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a PEC 62/2015 segue para dois turnos de discussão e votação no Plenário do Senado.

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