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Comissão pode votar hoje denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva

Base governista corre para encerrar votação antes do recesso parlamentar, marcado para dia 18

Brasil|Do R7, com Agência Câmara Notícias e Agência Estado

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Nesta quarta-feira (12), 68 deputados se manifestaram por 14 horas contra ou a favor do parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ)
Nesta quarta-feira (12), 68 deputados se manifestaram por 14 horas contra ou a favor do parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ)

A CCJ (Comissão de Cidadania e Justiça) da Câmara dos Deputados deve votar nesta quinta-feira (13) o parecer sobre a aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A sessão foi iniciada às 9h da manhã, e os governistas tentam acelerar os trabalhos para concluir a apreciação do pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) antes do início do recesso parlamentar, marcado para terça-feira (18).

Pelo acordo firmado na semana passada, membros da CCJ (titulares e suplentes) podem falar por 15 minutos e não-membros por até 10. Líderes partidários também podem pedir a palavra pelo tempo proporcional ao tamanho de suas bancadas. Às 10h30 ainda faltavam 32 deputados inscritos para falar a favor da aceitação da denúncia, mas como há um limite de 20 não-membros para falar durante a sessão, ao menos 10 deputados terão de sair desta lista.


Com isso, sobram 22 deputados que podem falar por 15 minutos, ou seja, mais seis horas de discussão. A aposta da base do governo é que a partir das 16 horas seja possível votar o parecer. "Vamos votar no meio da tarde, e cumprir nosso papel aqui na CCJ", disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos coordenadores da defesa de Temer na comissão.

Na quarta-feira, 68 parlamentares (27 contra o parecer do relator e 41 a favor) falaram durante 14 horas de sessão, que foi suspensa de madrugada, à 1h. Para derrotar o parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), a base aliada promoveu, desde o dia 26 de junho, 24 remanejamentos na CCJ, trocas que envolveram suplentes e titulares.


Voto em separado

Se conseguirem derrotar o parecer de Zveiter, a base governista conta com quatro votos em separado propondo a inadmissibilidade da denúncia da Procuradoria Geral da República.


Qualquer um desses votos em separado podem ser usados para basear o voto do relator que será escolhido pelo presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), em caso de rejeição do parecer de Zveiter. O novo relator também tem a opção de fazer um novo parecer.

Outros seis pareceres pedem a admissão do pedido da PGR, entre eles o do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que pertence a um partido da base aliada.

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