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Concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro denunciam fanatismo nos EUA

Brasil|Do R7

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BEVERLY HILLS (Reuters) - Os diretores de todos os cinco filmes indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro denunciaram nesta sexta-feira o que chamaram de "clima de fanatismo e nacionalismo" nos Estados Unidos e em outros lugares e dedicaram seus prêmios à causa da união e da liberdade de expressão.

Diretores do Irã, Suécia, Alemanha, Dinamarca e Austrália fizeram uma declaração em um evento com centenas de pessoas às vésperas do fim de semana do Oscar. O evento foi organizado por uma das maiores agências de talentos em Hollywood em apoio à liberdade de expressão e à união.

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O comunicado e o evento do ramo de entretenimento em Beverly Hills ocorreram após a proibição de viagens aos EUA declarada pelo presidente Donald Trump e meses de discursos inflamados de celebridades em premiações e protestos.

O diretor iraniano Asghar Farhadi boicotará a cerimônia do Oscar no domingo, em protesto ao banimento de viajantes de sete países de maioria muçulmana ordenado por Trump.

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Falando no evento em um vídeo transmitido de Teerã, Farhadi denunciou políticos a quem acusou de tentar "promover o ódio, mas estavam criando divisão entre culturas, tradições e nacionalidades".

Farhadi também é membro do grupo que atacou os "muros de divisão" e as divisões de "gêneros, cores, religiões e sexualidades" na política atual.

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"Nós gostaríamos de expressar nossa desaprovação unânime e enfática ao clima de fanatismo e nacionalismo que vemos hoje nos EUA e em tantos outros países, em partes da população e, o pior de tudo, entre os líderes políticos", disse o comunicado, divulgado por publicações comerciais como Variety e Hollywood Reporter.

A declaração foi assinada por Farhadi, diretor de "O Apartamento", Martin Zandvliet, do dinamarquês Terra de Minas, Hannes Holm, do sueco "Um Homem chamado Ove", Maren Ade, do alemão "Toni Erdmann", e Martin Butler e Bentley Dean, do australiano "Tanna".

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Os diretores disseram que "não importa quem vencer o prêmio de melhor filme estrangeiro no domingo, nós nos recusamos a pensar em termos de fronteiras".

"Nós dedicamos este prêmio a todas as pessoas, artistas, jornalistas e ativistas que estão trabalhamos para fomentar a união e a compreensão e que apoiam a liberdade de expressão e a dignidade humana".

A declaração fez eco aos discursos do evento em Beverly Hills, organizado pela United Talent Agency no lugar de sua festa anual do Oscar.

A atriz Jodie Foster pediu que a multidão de cerca de 500 pessoas agisse para defender as liberdades civis e a democracia.

"Essa é a nossa hora de aparecer e exigir respostas. É a nossa hora de dizer às autoridades eleitas para fazerem (seu trabalho) e que nós não toleraremos o caos, imbecilidade e guerra", ela disse.

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(Por Piya Sinha-Roy)

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