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Condições do tempo frustram mergulhadores; mais destroços de avião da AirAsia são encontrados

Brasil|Do R7

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Por Fergus Jensen e Fransiska Nangoy

PANGKALAN BUN/SURABAYA (Reuters) - Mergulhadores tentaram chegar aos destroços afundados do avião de passageiros da AirAsia que caiu no domingo passado, mas foram obrigados a regressar ao seu navio diante do mau tempo, enquanto que autoridades indonésias disseram ter detectado um quinto grande objeto submerso que acredita-se ser parte do avião.

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A agência meteorológica da Indonésia disse que tempestades tropicais sazonais provavelmente contribuíram para o acidente, e que o tempo tem persistentemente dificultado os esforços para recuperar corpos e encontrar a caixa preta com gravadores de voo, que podem explicar por que o Airbus A320-200 mergulhou no mar uma semana atrás.

"O clima é ruim. Há uma tempestade. Tem muito vento", disse um fotógrafo da Reuters a bordo de um navio de busca e salvamento na área de buscas próxima da ilha de Bornéu.

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"No início, quatro mergulhadores foram transferidos para o KRI Banda Aceh (navio da Marinha da Indonésia), mas eles cancelaram o mergulho porque as correntes marítimas eram muito fortes".

O voo QZ8501 caiu no mar de Java no último domingo, cerca de 40 minutos depois de decolar de segunda maior cidade da Indonésia, Surabaya, com direção à Cingapura. Não houve sobreviventes.

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Autoridades indonésias tinham esperança de um avanço na operação quando anunciaram no sábado que os navios que utilizam sonar tinham localizado quatro grandes pedaços de detritos no fundo do mar.

O chefe da agência de busca e resgate da Indonésia, Bambang Soelistyo Fransiskus, disse em entrevista coletiva em Jacarta no domingo que um quinto objeto de quase 10 metros de comprimento tinha sido encontrado.

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MAU TEMPO É FATOR PROVÁVEL

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O tenente-coronel da Força Aérea Johnson Supriadi disse a pilotos em Pangkalan Bun, cidade do sul de Bornéu onde a operação de busca está baseada, que os esforços no domingo seriam divididos entre recuperar corpos e localizar destroços e também gravadores de voo e dados da cabine de controle.

Até que os investigadores possam examinar os gravadores, a causa do acidente permanece desconhecida, mas a área é conhecida por intensas tempestades sazonais. A BMKG, agência meteorológica da Indonésia, disse que o mau tempo foi provavelmente um fator no acidente.

"O documento de voo fornecido pelo escritório da BMKG mostra condições meteorológicas bastante preocupantes para a aeronave sobre a rota escolhida de cruzeiro", disse a agência em um relatório.

Uma fonte próxima à investigação disse à Reuters que os dados de radar parecem mostrar que a aeronave fez uma subida "incrivelmente" íngreme antes de cair, possivelmente, além da capacidade do A320.

O capitão indonésio, um ex-piloto de caça da força aérea, tinha 6.100 horas de voo no A320 e a última manutenção do avião ocorreu em meados de novembro, de acordo com a Indonesia AirAsia, que é em 49 por cento detida pela AirAsia baseada na Malásia.

Trinta e um corpos dos passageiros, na maior parte da Indonésia, e de tripulantes já foram recuperados, incluindo alguns ainda presos em seus assentos. Muitos mais ainda podem estar presos na fuselagem da aeronave. Nove vítimas indonésias foram identificadas.

O acidente foi o primeiro fatal sofrido pela companhia aérea de baixo custo AirAsia, cuja filial indonésia voa de pelo menos 15 destinos em todo o arquipélago.

A companhia aérea tem estado sob pressão das autoridades indonésias, que suspenderam suas operações de Surabaya para Cingapura dizendo que a empresa só tinha licença para fazer o percurso às segundas, terças, quintas-feiras e sábados.

A AirAsia na Indonésia disse que vai cooperar com o Ministério dos Transportes, enquanto sua licença é investigada.

Uma declaração conjunta da Autoridade de Aviação Civil de Cingapura (CAAS) e do Changi Airpor Group informa que a AirAsia tinha as aprovações necessárias para operar um voo diário entre Surabaya e Cingapura.

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