Confusão na Câmara: urna foi usada porque sistema de votação cotidiano não prevê disputa entre chapas
As opções de votação pelo painel da Câmara são apenas três: “sim”, “não” e “obstrução”
Brasil|Do R7

Alvo de polêmica e depredação nesta terça-feira (8), as 14 urnas eletrônicas para votação secreta foram colocadas no plenário da Câmara, durante a disputa pela Comissão Especial do Impeachment, porque o sistema de votação que os deputados utilizam no dia a dia não comporta disputa entre chapas.
O sistema de votação da Câmara serve apenas para que os parlamentares deem sua opinão – favorável ou desfavorável – a textos apresentados. As opções de votação pelo painel são apenas três: “sim”, “não” e “obstrução”.
Na votação para a Comissão, porém, os deputados não decidiriam pela aprovação ou não de uma determinada chapa. Mas teriam de escolher entre dois grupos — a chapa 1, governista, com 47 deputados de 19 partidos, e a chapa 2, oposicionista, com 39 deputados de 13 partidos.
Foi usado, então, o mesmo sistema da eleição para a Mesa Diretora.
A primeira vez que a urna eletrônica foi usada na Câmara foi em 1º de fevereiro de 2007. O equipamento foi desenvolvido por funcionários do Cenin (Centro de Informática) da Casa.
A urna possui um microcomputador e autenticador de digitais. Assim que o presidente da sessão declara aberta a votação, os parlamentares podem formar filas em frente às cabines.
Não há ordem pré-estabelecida de votação.
Na hora de votar, o deputado deve identificar-se por meio de seu código parlamentar e da impressão digital. No painel eletrônico, o nome de quem já votou aparece em destaque.
Antes da urna eletrônica, as eleições para a Mesa Diretora eram feitas por cédula de papel.















