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Conselho de Ética aprova investigação por quebra de decoro contra Argôlo

Parlamentar terá prazo de 10 dias para apresentar defesa no colegiado

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Argôlo é suspeito de participar de esquema ilegal do doleiro Youssef
Argôlo é suspeito de participar de esquema ilegal do doleiro Youssef

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu, nesta terça-feira (3), o processo de investigação por quebra de decoro parlamentar contra Luiz Argôlo (SDD-BA).

O parecer do relator do caso, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), favorável à investigação, foi aprovado pelo maioria do colegiado.


O pedido de investigação contra Argôlo foi apresentado pelo PSOL e pela Mesa Diretora, com base em reportagens da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo, que revelam conversas entre o deputado e o doleiro negociando entrega de dinheiro.

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As duas representações foram juntadas em uma e o colegiado já abriu o processo. Argôlo tem, a partir desta quarta-feira (4), prazo de dez dias para apresentar sua defesa.

O advogado do deputado, Aluisio Corrêa Regis, esteve presente na reunião do Conselho de Ética e se colocou à disposição para prestar qualquer tipo de esclarecimento. Ele avalia que é bom que o colegiado investigue as denúncias porque assim ficará provado que Argôlo é inocente.


— Será bom porque Vossas Excelências vão in loco verificar o que necessariamente existe e o que foi implantado. Vossas Excelências vão saber separar o joio do trigo. A defesa não se opõem ao recebimento preliminar do processo para que se esclareça todas as situações.

O advogado alega que os diálogos entre Argôlo e Youssef que vazaram para a imprensa fora “maldosamente” editados para prejudicar a imagem do deputado.


As reportagens que denunciam o envolvimento entre o deputado e o doleiro citam mensagens trocadas entre os dois sobre suposta transferência de R$ 120 mil para a conta do chefe de gabinete do parlamentar.

Afastamento

Luiz Argôlo (SDD-BA) encaminhou ao Departamento Médico da Câmara dos Deputados um pedido de licença médica. O parlamentar pede um afastamento de 15 dias, alegando problemas no coração.

Se o pedido for aceito, ele ficará afastado das obrigações como deputado pelo tempo solicitado. Como se trata de licença médica, não haverá desconto no salário.

No entanto, o tempo de afastamento não altera os prazos de investigação no Conselho de Ética.

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