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Conselho de Ética da Câmara recebe representação contra Cunha e abrirá processo na 3ª

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PSD-BA), convocou para a próxima terça-feira a sessão de abertura do processo por quebra de decoro contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na ocasião, deverão ser sorteados três deputados. Um deles será escolhido pelo presidente do conselho para ser o relator do processo que pode resultar em última instância em perda de mandato de Cunha.

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“Terei de fazer uma notificação ao presidente, dizendo que chegou no Conselho de Ética uma representação em seu desfavor e que estou marcando para terça-feira, às 14h30, a sessão inaugural onde nós vamos abrir o processo e fazer o sorteio dos deputados que poderão ser escolhidos para relator”, disse Araújo a jornalistas.

A sessão da terça-feira marcará o início do processo.

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Questionado sobre o recebimento da representação nesta quarta pelo Conselho de Ética, Cunha afirmou que ainda fora notificado e apenas após tomar conhecimento do conteúdo do processo é que definirá a sua defesa.

“Depois que eu for notificado eu vou avaliar. Não sei nem o teor da representação”, disse o presidente da Câmara, acrescentando não estar “preocupado”.

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Segundo o presidente do conselho, o relator escolhido terá dez dias para elaborar um parecer preliminar, a partir do momento em que Cunha for oficialmente notificado. A partir desse parecer, Cunha terá 10 dias para apresentar sua defesa.

O conselho tem até 90 dias para votar o parecer final e encaminhá-lo ao plenário. De acordo com Araújo, o prazo de até 90 dias permite que os pareceres sejam apresentados antes. Ressaltou, no entanto, que caberá ao relator a condução do processo.

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A representação contra Cunha foi apresentada pelo PSOL, Rede e assinada por deputados de outros partidos, muitos deles do PT, a partir de denúncias da existência de contas bancárias secretas na Suíça em nome de Cunha e de familiares dele. Cunha é alvo de uma denúncia e de um inquérito autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Também pesa contra o deputado outra representação, endereçada à Corregedoria da Casa. Pelas regras, é o presidente da Câmara quem tem a prerrogativa de admitir e encaminhar processos contra deputados à Corregedoria.

Em reunião da Mesa Diretora da Câmara nesta quarta, no entanto, Cunha delegou essa função ao primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP). Caberá ao deputado, próximo a Cunha, avaliar a admissibilidade da representação e encaminhá-la, se achar que deve, à Corregedoria. Não há prazo para essa decisão.

O presidente da Câmara afirmou reiteradas vezes que não possui contas além das que constam na sua Declaração de Imposto de Renda.

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(Por Maria Carolina Marcello)

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