Conselho de Ética decide rumos dos processos contra deputados envolvidos com doleiro
Nesta terça-feira, colegiado dá seguimento a investigação de Vargas e vota relatório de Argôlo
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados vai decidir, nesta terça-feira (3), os rumos dos processos de quebra de decoro parlamentar que estão sendo analisados contra Luiz Argôlo (SDD-BA) e André Vargas (sem partido-PR), suspeitos de envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff.
A expectativa é de que o deputado decidam se vão dar seguimento à investigação contra Argôlo. O parecer do relator do caso, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), é favorável à continuidade do processo e pede que o Conselh de Ética investigue as denúncias de que Argôlo participava dos negócios ilícito de Youssef.
Leia mais notícias de Brasil e Política
O relatório foi apresentado na última quarta-feira (28) e chegou a ser discutido pelo Conselho de Ética. Mas, um pedido de vista impossibilitou a votação do parecer.
O pedido de investigação contra Argôlo foi apresentado pelo PSOL e pela Mesa Diretora, com base em reportagens da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo. As reportagens citam mensagens trocadas entre o doleiro e o deputado sobre suposta transferência de R$ 120 mil para a conta do chefe de gabinete do parlamentar.
André Vargas
O deputado André Vargas, também suspeito de envolvimento com o doleiro, já está sendo investigado pelo Conselho de Ética. Na semana passada, o deputado apresentou sua defesa e nomeou um advogado no última dia do prazo. Nesta terça, será realizado procedimento administrativo, com a notificação da defesa sobre novos prazos.
O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), já havia indicado um defensor para Vargas, temendo que ele não se manifestasse. O deputado Eurico Júnior (PV-RJ) foi escolhido para ser o advogado de André Vargas, mas não vai precisar assumir o cargo.
Na última quarta, Vargas nomeou Michel Saliba para ser seu defensor no processo por quebra de decoro. Saliba também atuou como advogado do ex-deputado Natan Donadon no processo que resultou na cassação de seu mandato.
André Vargas é acusado de ter negócios com o doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens da operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro. O deputado era vice-presidente da Câmara quando estouraram as denúncias.
Após o escândalo, Vargas renunciou à vice-presidência, se licenciou do mandato e sofreu pressão interna do PT para se desfiliar do partido. Agora, responde ao processo no Conselho de Ética da Casa, que pode recomendar a cassação de seu mandato de deputado federal.















