Conselho de Ética escolhe hoje o relator do processo contra André Vargas
Reunião está marcada para as 14h; parlamentar pode renunciar para garantir direitos políticos
Brasil|Da Agência Câmara

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar reúne-se às 14 horas, no plenário 14, para escolher o relator do processo por quebra de decoro parlamentar (Representação nº25/14) contra o deputado licenciado Andre Vargas (PT-PR).
O relator será escolhido pelo presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), entre três nomes, que serão sorteados de uma lista de 14 integrantes do conselho que não sejam nem do PT nem dos partidos que fizeram a representação, ou seja, PSDB, DEM e PPS.
Ontem, Ricardo lembrou que o horário da reunião do conselho é o prazo final para uma eventual renúncia.
— A partir do momento que é aberto o processo, o deputado já entra na questão da Lei da Ficha Limpa, então, caso ele renuncie até as 14 horas, o processo não tem continuidade. Se a gente abrir a representação, aí a partir desse momento, ele renunciando ou não, o processo continua até o final.
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Se renunciar até lá Vargas manterá os direitos políticos. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, lembrou um caso recente.
— Como em outros casos. José Genoíno renunciou minutos antes de instaurado o processo.
O processo
Depois de ser analisado no Conselho de Ética, o processo contra o deputado André Vargas vai para o Plenário da Câmara, onde será analisado pelo sistema de voto aberto. Izar pretende concluir o processo antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho.
Ontem o presidente da Câmara disse que a celeridade na investigação das denúncias interessa a todos.
— Interessa ao deputado, à Casa e ao Brasil, que quer saber a verdade.
Denúncias
Desde o início de abril, são publicadas denúncias de ligações irregulares entre o deputado e o doleiro Alberto Youssef, preso em operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro. O jornal Folha de S. Paulo informou que Vargas usou um avião contratado por Youssef para uma viagem de férias a João Pessoa (PB).
Neste fim de semana, reportagem da revista Veja divulgou mensagens interceptadas pela Polícia Federal em que Vargas teria prometido ajudar Youssef em contratos que o doleiro pretendia fechar com o governo federal na área da Saúde.
Defesa
André Vargas ocupou a tribuna do Plenário, na semana passada, e afirmou que suas relações com Youssef são de amizade, com quem se relacionava há 20 anos, e que desconhecia suas atividades ilegais.
Hoje, em nota, o deputado afirmou que, com o pedido de licença pretende, antes de tudo, preservar a Câmara dos Deputados, enquanto prepara sua defesa diante do que classifica de "massacre midiático". Ele afirma que "esse massacre está sendo abastecido pelo vazamento ilegal de informações".















