Conselho de Ética quer ouvir doleiro, líder e presidente do PT em processo contra Vargas
Colegiado vai convidar os envolvidos para prestar depoimento como testemunhas
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O Conselho de Ética aprovou, nesta terça-feira (3), a lista de pessoas que serão convidadas a prestar depoimento no colegiado como testemunhas no processo de quebrar de decoro contra o deputado André Vargas (sem partido-PR).
Entre os indicados pelo relator do caso, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), está o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato acusado de lavagem de dinheiro.
O suposto envolvimento de Vargas nos negócios ilícitos de Youssef foi o que motivou a abertura do processo no Conselho de Ética.
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O relator também incluiu um rol de petistas na lista de testemunhas: o presidente nacional do partido, Rui Falcão, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), e o deputado Cândido Vaccarezza (SP). Depois que as denúncias vieram à tona, Vargas foi pressionado pelo PT e se desfiliou do partido.
O relator do caso quer saber como se deu esse processo e o que os ex-colegas de partido sabem sobre a suposta participação de André Vargas nos negócios do doleiro. A denúncia é de que o deputado tentou intermediar um contrato no Ministério da Saúde com o Labogen, um laboratório de medicamento que seria usado para operações de lavagem de dinheiro.
Para investigar essas acusações, o Conselho de Ética também vai convidar o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, e os sócios do laboratório Labogen para prestar depoimentos.
O Conselho de Ética da Câmara também vai investigar a viagem de férias que Vargas e a família teriam feito às custas do doleiro. A denúncia é de que o deputado foi com os parentes para João Pessoa (PB) no avião de Youssef e com os gastos, cerca de R$ 100 mil, pagos também pelo doleiro.
O relator do processo de quebra de decoro também vai enviar convite para o homem apontado como responsável por reservar o avião para ser testemunha na investigação.
Juntamente com os nomes indicados pelo relator, o Conselho de Ética também aprovou a sugestão de que os depoimentos comecem a ser ouvidos no dia 17 de junho.















