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Copa de 2022: Catar rejeita acusações de trabalho escravo

Brasil|Do R7

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O presidente do Comitê Nacional dos Direitos Humanos do Catar, Ali Al-Marri, negou nesta segunda-feira as acusações de trabalho escravo de operários nepaleses formuladas contra o país, que vai sediar a Copa do Mundo de futebol em 2022.

"Não existe escravidão ou trabalho forçado no Catar. Todas as informações divulgadas pelo Guardian são falsas e os números citados, exagerados", afirmou o dirigente em entrevista coletiva.


Na semana passada, o jornal britânico tinha relatado que 44 operários nepaleses tinham morrido em 2013 em obras no Catar, onde trabalhavam em condições de semi-escravidão,

Já a Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC) tinha afirmado, também ao Guardian, que, se o ritmo atual for mantido, ao menos 4.000 operários imigrantes poderiam morrer antes da realização do torneio.


O coordenador da comunidade nepalesa no Oriente Médio, Narinra Bad, que também participou da entrevista coletiva desta segunda-feira, afirmou que 151 cidadões do país haviam morrido no Catar em 2013, 15 deles no seu local de trabalho.

Os outros teriam, segundo ele, falecido de morte natural ou em acidentes de trânsito.


"Para o ano de 2012, o número de mortes entre os nepaleses que moram no Catar foi de 276, sendo que 55, ou seja 20%, morreram no seu local de trabalho", acrescentou Narinra Bad, que avaliou em 370.000 o número de operários nepaleses que trabalham no pequeno país árabe.

fb/at/lg/dm

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