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Corpo de Márcio Thomaz Bastos será cremado nesta manhã

Velório começou ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo e terminou nesta sexta (21)

Brasil|Do R7

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Ex-presidente Lula durante o velório do ex-ministro Thomaz Bastos
Ex-presidente Lula durante o velório do ex-ministro Thomaz Bastos

O corpo do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi velado na Assembleia Legislativa de São Paulo até a manhã desta sexta-feira (21). A cerimônia começou na tarde da quinta-feira (20) e terminou hoje, por volta das 8h da manhã.

De acordo o sobrinho de Thomaz Bastos, o advogado José Diogo Bastos, o corpo está sendo levado para o Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, e será cremado ainda nesta manhã.


A cerimônia será reservada aos familiares e amigos do ex-ministro.

Velório


O velório reuniu alguns políticos, que foram ao local se despedir de Thomaz Bastos e oferecer apoio aos familiares. A presidente Dilma Rousseff veio a São Paulo para participar da cerimônia, assim com o ex-presidente Lula, de quem Bastos foi ministro entre 2003 e 2007.

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O vice-presidente Michel Temer e o atual ministro da Justiça José Eduardo Cardozo também estiveram em São Paulo para prestar as últimas homenagens ao corpo. O advogado estava internado no Hospital Sírio-Libanês e morreu aos 79 anos enquanto tratava um problema pulmonar.

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Trajetória

Natural de Cruzeiro, no interior paulista, Bastos formou-se em direito pela USP (Universidade de São Paulo) em 1958, tendo atuado no ramo do direito criminal. O ex-ministro foi vereador pelo PSP (Partido Social Progressista) na sua cidade natal de 1964 a 1969. Foi representante das entidades de classe dos advogados, presidindo a seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entre 1983 e 1985.

Entre ações dele quando esteve à frente da pasta, destacam-se a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003, e a aprovação da Emenda Constitucional n° 45, conhecida como a Reforma do Poder Judiciário, em 2004.

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Bastos atuou durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, como presidente do Conselho Federal da OAB. Em 1990, após derrota de Lula nas eleições presidenciais, aproximou-se do PT (Partido dos Trabalhadores). Ele também foi um dos redatores do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor (1990-1992). Em 1996, fundou o IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), que é uma organização da sociedade civil.

Thomaz Bastos atuou em diversos casos emblemáticos como na acusação dos assassinos do ativista ambiental Chico Mendes, morto em 1988. Também teve atuação nos julgamentos do jornalista Pimenta Neves, assassino confesso da namorada, Sandra Gomide, em 2000, e na defesa do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 48 ataques sexuais a 37 vítimas.

Thomaz Bastos foi ministro da Justiça do Brasil durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e durante três meses do segundo, entre os anos de 2003 e 2007.

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