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Corpos de naufrágio no Mediterrâneo chegam a Malta; outro barco afunda na Grécia

Brasil|Do R7

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Por James Mackenzie e Robin Emmott

CATÂNIA, Itália/LUXEMBURGO (Reuters) - Ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reuniram nesta segunda-feira sob pressão para produzir mais que palavras e evitar a morte de imigrantes desesperados no mar Mediterrâneo, enquanto corpos do naufrágio com mais mortes já registrado surgiram nas praias de Malta.

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O saldo de mortos do desastre de domingo na costa da Líbia é incerto, mas deve ser o mais alto dos tempos modernos envolvendo imigrantes que são traficados em embarcações frágeis através do Mediterrâneo.

Autoridades disseram que havia pelo menos 700 pessoas a bordo, algumas supostamente trancadas no porão de carga. A tragédia aconteceu dias depois de outra na qual se acredita terem morrido 400 pessoas.

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Centenas de quilômetros ao leste, membros da guarda costeira lutavam para salvar imigrantes de outro barco destruído depois de naufragar ao largo da ilha grega de Rodes.

Guardas-costeiros disseram que pelo menos três pessoas morreram no local. Imagens de televisão mostraram sobreviventes agarrados a destroços enquanto eram resgatados.

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A Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que outras três embarcações enviaram sinais de socorro nesta segunda-feira.

As autoridades europeias correm para criar uma política que represente uma reação mais humana ao êxodo de pessoas que viajam pelo mar da África e da Ásia para a Europa sem piorar a crise estimulando mais pessoas a partirem.

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Uma operação naval italiana no sul do Mediterrâneo, conhecida como "Mare Nostrum", foi cancelada no ano passado por causa do custo e da oposição interna aos resgates marítimos, que poderiam encorajar a imigração.

Em novembro, a ação foi substituída por uma missão bem menor da UE, com um terço do orçamento, uma decisão que parece ter tornado a jornada muito mais mortífera para os imigrantes, arregimentados por traficantes de pessoas que prometem uma vida melhor na Europa.

“Essa é uma emergência humanitária que envolve todos nós”, afirmou o diretor italiano da OIM, Federico Soda, que pediu que uma missão equivalente à operação italiana seja relançada imediatamente.

Até 1.500 imigrantes já morreram este ano tentando cruzar o Mediterrâneo, cifra que deve superar de longe os 3.200 que a OIM estima terem morrido fazendo a travessia no ano passado, dado que o pico do verão local ainda não começou. Menos de 100 das mortes de 2014 ocorreram antes de maio.

A OIM diz que mais de 21 mil pessoas já empreenderam a viagem até agora este ano, em comparação às 26 mil do final de abril do ano passado, mas com um saldo de mortes cerca de 15 vezes maior até o momento.

No domingo, a embarcação virou e afundou na costa líbia quando passageiros correram para um lado do barco para chamar a atenção de um navio mercante que passava. Um sobrevivente de Bangladesh afirmou que havia 950 passageiros a bordo, segundo a OIM.

O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, declarou nesta segunda-feira que a ONU deveria enviar uma força para intervir diretamente na Líbia interceptando ou atacando traficantes de pessoas e impedindo a partida dos barcos. A França pediu mais operações de busca e resgate no mar.

(Reportagem adicional de Chris Scicluna, em Valletta; Adrian Croft, em Luxemburgo; Angeliki Koutantou e Renee Maltezou, em Atenas; e Gavin Jones e Isla Binnie, em Roma)

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