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CPI do Cachoeira suspende votação de requerimentos

Intensos debates marcaram sessão nesta manhã

Brasil|Do R7

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A CPI do Cachoeira aprovou nesta quarta-feira, por 17 votos a 9, um pedido para suspender a votação de 533 requerimentos de convocação de pessoas e de quebras de sigilo de empresas ligadas ao esquema montado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Após intensa discussão de parlamentares da base e da oposição, a maioria aceitou a proposta do relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), deputado Odair Cunha (PT-MG), segundo a qual a votação de requerimentos fosse suspensa até que o Congresso decida se a comissão vai ou não prorrogar os trabalhos.

Odair Cunha é favorável a um novo prazo para a CPI de 48 dias. Oficialmente, os trabalhos se encerram no domingo (4).


— Estou dizendo isso para tranquilizar todos os membros desta CPMI no sentido de que necessitamos de uma prorrogação que, pelo menos, viabilize uma discussão transparente e clara do nosso relatório. O mais prudente e o bom senso fazem com que neste momento suscitemos o adiamento dessa discussão.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) criticou a intenção de suspender a votação de requerimentos. Segundo Lorenzoni, o pedido esconde a intenção de rejeitar a quebra de sigilo de 13 empresas que teriam vínculos com a empreiteira Delta, supostamente ligada a Carlinhos Cachoeira.


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Ao defender a proposta do relator da CPI, o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) disse que Odair Cunha, desde o primeiro dia dos trabalhos de investigação, "não desviou um dia sequer" do plano traçado para as apurações.


— A proposta do relator é que a gente não bote a carroça na frente dos bois: primeiro se vote a prorrogação dos trabalhos.

Onyx acusou Picciani de ser "do grupo que quer blindar a Delta". O deputado do PMDB retrucou, dizendo lamentar "profundamente" o desrespeito com ele e com muitos colegas da comissão. Ele ainda rebateu, referindo-se à tentativa de tentar convocar o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, seu aliado político.


— Eu quero dizer que nós não nos prestamos ao papel de defender, blindar, proteger quem quer que seja. Mas não vamos permitir a perseguição política de alguns atores políticos aqui.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) ainda se referiu ao encerramento logo após a votação.

— É só marcar a missa de sétimo dia.

Em protesto à decisão, os integrantes da oposição deixaram o plenário.

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