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CPI pode convocar deputado Ricardo Barros por caso Covaxin

Requerimento de seu depoimento é um dos que constam na pauta e pode ser votado na retomada dos trabalhos, nesta terça

Brasil|Do R7

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O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)
O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 4.8.2022

A CPI da Covid pode votar nesta terça-feira (29) a convocação do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) para apurar se ele teve participação na compra da vacina indiana Covaxin, investigada pela comissão e pelo Ministério Público Federal. O nome do parlamentar surgiu na sexta-feira (25), com o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

O autor do requerimento é o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). No pedido, ele citou relato de Miranda de que o presidente Jair Bolsonaro teria lhe dito que Barros estaria envolvido na aquisição. "Para que seja possível detalhar os exatos termos de sua participação em referido cenário, faz-se necessária a convocação do Sr. Ricardo Barros", disse.


A citação a Barros ocorreu na sessão em que Miranda prestou depoimento ao lado de seu irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, que denunciou ao MPF (Ministério Público Federal) pressões para o fechamento do contrato de compra da Covaxin. 

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O contrato de R$ 1,6 bilhão foi firmado com a Precisa Medicamentos, representante da Bharat Biontech no Brasil. O governo brasileiro aceitou pagar US$ 15 por dose (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora. A da AstraZeneca, por exemplo, custou ao governo US$ 3,16 - R$ 15,61 - na cotação de quinta-feira (24), e a da Pfizer, que tem uma tecnologia mais avançada, US$ 10 (R$ 49,40). As fabricantes já concluíram os testes de seus imunizantes, enquanto a fase 3 da Covaxin ainda está em andamento. 


A convocação do deputado é um dos 75 requerimentos que constam da pauta desta terça. Outro pedido que poderá ser votado é a realização de uma solicitação formal ao MPF dos processos envolvendo o deputado Ricardo Barros. Há ainda pedido para que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, explique por que o servidor Luis Ricardo Miranda foi bloqueado no sistema do ministério. Outra solicitação busca a quebra dos sigilos bancário, telefônico, fiscal e telemático do ex-ministro Eduardo Pazuello. 

CPI no Amazonas

Outra tarefa na agenda da CPI nesta terça é o depoimento do deputado estadual do Amazonas Fausto Vieira dos Santos Junior (PRTB). Ele foi relator da CPI da Saúde realizada pela Assembleia Legislativa do estado em 2020. O requerimento de convocação é de autoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO). 


No pedido, o parlamentar lembra que o governo do Amazonas é alvo de investigações coordenadas pela Polícia Federal referentes a fraudes em aquisições emergenciais relativas à pandemia da covid-19 e que a CPI estadual foi instalada em maio do ano passado justamente para investigar possíveis ilícitos. 

Outras autoridades já abordaram a crise no Amazonas. O ex-secretário de Saúde do estado Marcellus Campelo contradisse o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e afirmou que ministério foi comunicado de crise no dia 7 de janeiro, e não no dia 10, conforme relatado por Pazuello. No dia 14 daquele mês, uma crise de falta de oxigênio estourou no estado, causando a morte de centas de pacientes pela ausência do insuno.

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