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Crescimento dos EUA no 4º tri de 2013 é elevado para 2,6%

Brasil|Do R7

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Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 27 Mar (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos foi um pouco melhor no quarto trimestre do ano passado do que anteriormente estimado, mostrando uma solidez nos fundamentos que pode reforçar visões de que a desaceleração na atividade no começo do ano foi temporária.

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O cenário econômico também recebeu impulso de outro dado nesta quinta-feira mostrando que os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram na semana passada para o menor nível em quase quatro meses.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de 2,6 por cento, disse o Departamento de Comércio nesta quinta-feira, uma alta ante o ritmo de 2,4 por cento divulgado no mês passado.

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A revisão, que ficou em linha com as expectativas dos economistas, reflete um ritmo mais forte dos gastos de consumidores do que foi estimado anteriormente.

Embora o ritmo revisado de expansões tenha sido ainda significativamente menor do que a taxa de 4,1 por cento registrada no trimestre de julho a setembro, a composição do crescimento no quarto trimestre sugere uma força intrínseca na economia.

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Os gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foram elevados fortemente e o ritmo de reabastecimento das empresas não foi tão robusto como estimado anteriormente.

Além disso, os gastos empresariais com equipamentos foi um pouco mais forte do que havia sido estimado e a queda nos gastos do governo foi um pouco menos pronunciada.

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Em um relatório separado, o Departamento do Trabalho informou que os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram em 10 mil, para 311 mil em dados ajustados sazonalmente, o menor nível desde novembro.

Economistas consultados pela Reuters esperavam alta dos pedidos para 325 mil na semana encerrada em 22 de março. A média móvel de quatro semanas, considerada uma medida melhor por eliminar a volatilidade semanal, caiu para o menor nível desde setembro.

REVISÕES

A revisão no crescimento do quarto trimestre sugere que a economia tinha ímpeto conforme 2013 se encerrava e que deve recobrar a força quando os efeitos de um clima excepcionalmente frio, que impactou a atividade no começo deste ano, começarem a se dissipar.

A expectativa é de que o crescimento no primeiro trimestre deste ano tenha se desacelerado para um ritmo de cerca de 2 por cento.

Os gastos dos consumidores subiram a um ritmo de 3,3 por cento, com um forte crescimento nos serviços. Isso refletiu um gasto maior com saúde e serviços públicos. Os gastos com bens manufaturados duráveis também foram revisados para cima.

Os números relatados anteriormente sobre os gastos dos consumidores mostravam um crescimento de 2,6 por cento. O ritmo no quarto trimestre foi o mais forte em três anos e contribuiu com mais de dois pontos percentuais ao crescimento do PIB.

Os estoques, que segundo dados anteriores haviam crescido em 117,4 bilhões de dólares no quarto trimestre, foram revisados a 111,7 bilhões de dólares. A revisão para baixo, que é positiva para o crescimento econômico de curto prazo, acabou fazendo com que os estoques não contribuíssem para o crescimento no trimestre.

Com menos estoques, as empresas provavelmente vão agora fazer novos pedidos ou elevar a produção para atender à demanda.

Os gastos de empresas com equipamentos foram revisados para cima, mas os investimentos em estruturas não residenciais foram reduzidos. Os gastos de moradias e os gastos do governo não foram tão fracos como estimados anteriormente.

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