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Cunha afirma que “pedaladas fiscais” não servem como motivação para impeachment de Dilma

Presidente da Câmara diz que é preciso ficar provada a atuação da presidente no processo

Brasil|Rodrigo Vasconcelos, do R7, em Brasília

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Cunha disse que "pode existir pedalada e não existir motivação para impeachment de Dilma”
Cunha disse que "pode existir pedalada e não existir motivação para impeachment de Dilma”

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explicou que a comprovação das chamadas “pedaladas fiscais” nas contas do governo, por si só, não é suficiente para um impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

Segundo Cunha, é preciso que se prove a ação de Dilma no processo de descumprimento da lei. Ele avalia que, em casos como esse, também é possível que a pedalada seja uma circunstância da equipe econômica do governo.

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— Estou falando em tese, não tenho ainda nenhum dos dois elementos. O fato por si só de ter a pedalada não significa que isso seja razão do pedido de impeachment, tem que configurar que há a atuação da presidente num processo que descumpriu a lei. É diferente, e isso que tem que ser analisado. Pode existir a pedalada e não existir a motivação do impeachment.

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Entenda a polêmica por trás das "pedaladas fiscais"

A repetição das pedaladas em 2015 foram incluídas no pedido de impeachment enviado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior para a presidência da Câmara. As manobras consistem em atrasar repasse de recursos do governo a bancos públicos.

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Como recebeu o novo pedido nesta quarta-feira (21), Cunha afirmou que não pode tirar conclusões precipitadas, e que tem procurado se comportar com cautela.

A oposição pede que ele analise o processo e tome um posicionamento já em novembro. Cunha afirmou ainda que não sabe quando serão analisados os agravos enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal).

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Ele entrou com recursos na Corte para derrubar liminares que suspenderam uma possível abertura de processo na Câmara, mas diz ter expectativa de que o processo não será demorado. 

Sigilo negado 

O ministro e relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki, negou nesta quinta-feira (22) a Eduardo Cunha que o inquérito contra ele, a filha, Danielle, e a mulher Cláudia Cruz, tramite na Corte em segredo de Justiça.

Segundo Zavascki, o regime de sigilo deve ser admitido em casos de exceção regulamentados por lei. Ele argumenta que a hipótese dos autos não se enquadra em qualquer das situações em que se imponha reserva à cláusula de publicidade. No entanto, Cunha afirmou que não sabia do pedido de sigilo, que teria sido feito pelos advogados dele.

— Não tomo conhecimento. Ele faz várias petições por dia, então eu não tenho conhecimento do que ele faz. Ele que tem o comando do meu processo, daquilo que faz valer a minha posição como representado. 

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