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Cunha anuncia votação secreta para comissão do impeachment e provoca embate na Câmara

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou formalmente nesta terça-feira que a eleição de membros da comissão especial que analisará o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff será por voto secreto, provocando reações de governistas no plenário da Casa.

“A decisão será essa porque o artigo 188, inciso 3, do regimento é muito claro...", disse a jornalistas.

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Integrantes da bancada governista pretendiam questionar a decisão da eleição por voto secreto no plenário da Câmara e chegaram a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da Casa anunciou o início da votação, secreta, causando tumulto no plenário. Parlamentares chegaram a bloquear o acesso de colegas a cabines de votação e pelo menos uma urna foi quebrada.

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Cunha chegou a pedir que a segurança da Câmara garantisse o acesso de deputados às urnas.

Disputam a eleição duas chapas, uma com nomes indicados por líderes de bancadas de partidos governistas e outra indicada por líderes da oposição ao lado de integrantes de partidos governistas descontentes com as indicações das lideranças partidárias.

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Como nenhuma das chapas está completa, ou seja, com 65 nomes, será ainda necessária uma eleição suplementar qualquer que seja a chapa vencedora para completar as vagas que cabem aos partidos que não indicaram nomes para a chapa que vencer a disputa.

Cabe à comissão especial analisar a abertura de processo de impeachment contra Dilma. Independentemente do parecer da comissão ser contra ou a favor do processo, o relatório precisará ser referendado pelo plenário da Câmara.

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Caso 342 deputados votem favoravelmente à abertura do processo de impeachment contra Dilma, a presidente será afastada da Presidência por 180 dias, prazo que o Senado terá para julgar seu impedimento.

Se o impeachment de Dilma for aprovado, o vice-presidente Michel Temer, que também preside o PMDB, assume a Presidência até o final do mandato em dezembro de 2018.

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(Por Maria Carolina Marcello, com reportagem adicional de Eduardo Simões em São Paulo)

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