Cunha diz que só abre sigilo bancário e telefônico com decisão da CPI
Presidente da Câmara dos Deputados depôs na CPI da Petrobras por quatro horas
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Após ser questionado se aceitaria antecipar a quebra de seus sigilos fiscais, telefônicos e bancários, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quinta-feira (12) estar à disposição das decisões tomadas pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras. No entanto, o deputado mostrou que não vai divulgar as informações espontaneamente.
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- Se a comissão entender que tem qualquer tipo de dúvida, que deva promover a abertura dos meus sigilos [...] a comissão, se entender que deve, ela deve fazê-lo, a quebra dos sigilos. Até por que o processo é investigativo.
O presidente da Câmara argumentou que não tomaria a decisão de abrir o sigilo espontaneamente para não constranger nenhum parlamentar a também fazê-lo.
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A afirmação foi feita em resposta ao questionamento do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que perguntou à Cunha se ele aceitaria abrir o seu sigilo fiscal, telefônico e bancário. O depoimento de Cunha aos membros da comissão já dura mais de quatro horas. Cunha disse que suas declarações fiscais estão disponíveis publicamente no site da Justiça Eleitoral.














