Cunha pede acareação para Dilma, Mercadante e Edinho Silva
Presidente da Câmara é suspeito de receber propina de US$ 5 mi, segundo delator
Brasil|Do R7

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (20) que aceita participar de acareação com o lobista Júlio Camargo, que disse ter pago US$ 5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) em propina ao peemedebista, mas defendeu que outros políticos também sejam acareados com delatores da Operação Lava Jato.
Cunha citou a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, todos do PT.
— Não tem nenhum problema. Pode haver acareação com quem quiser. Mas aproveita e chama o Mercadante e o Edinho Silva para acarear com o Ricardo Pessoa e a Dilma para acarear com Youssef [doleiro Alberto Youssef].
A declaração de Cunha foi dada depois de almoço com líderes peemedebistas organizado pela AERJ (Associação de Emissoras de Rádio e TV do Rio de Janeiro).
— Acho oportunista querer falar em acareação. Estou disposto a fazer em qualquer tempo. Aproveitem e convoquem todos os que estão em contradição. O ministro Mercadante e o ministro Edinho negam o que foi dito por Ricardo Pessoa. A presidente nega o que foi colocado pelo Youssef. Que façam acareação de todos.
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O deputado voltou a negar que a decisão anunciada por ele, na última sexta-feira (17), de romper com o governo signifique que ele implementará na Câmara uma pauta contrária aos interesses da presidente Dilma Rousseff.
— Não estamos querendo tacar fogo no País, nenhuma pauta bomba. É o normal que está sendo tratado [na pauta da Câmara]. Se o normal incomoda, é outro problema. O fato de eu ter mudado o meu alinhamento político com o governo não significa que eu vá mudar como presidente da Câmara. Minha militância partidária como deputado e como político é que está em discussão. Meu papel como presidente da Câmara é igual.
O presidente da Câmara lembrou que o PMDB já está dividido desde as eleições do ano passado, quando 41% dos que votaram na convenção nacional do partido foram contra a manutenção da aliança com o PT.
— A bancada já estava dividida, o PMDB já foi dividido para a eleição. Não foi a mudança no meu alinhamento que criou isso.















