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"Decisão do STF sobre novos partidos foi 'vitória'", diz presidente do Senado

Renan Calheiros comentou decisão do Supremo, que liberou tramitação de projeto no Congresso

Brasil|Do R7

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Renan Calheiros disse que não pode haver controle prévio da constitucionalidade em nenhuma votação
Renan Calheiros disse que não pode haver controle prévio da constitucionalidade em nenhuma votação

Mesmo antes da conclusão do julgamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quinta-feira que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar a votação do projeto que dificulta a criação de novos partidos "definiu os parâmetros do processo legislativo", deixando claro que "não pode haver controle prévio de constitucionalidade em nenhuma votação". Para ele, a decisão do plenário do STF "foi uma vitória da democracia". O julgamento deve ser concluído na próxima semana, mas a maioria a favor da tramitação foi indicada na sessão desta quinta.

"Prevaleceu, em nosso entendimento, a harmonia e a independência dos Poderes. Portanto, não há vencedores, não há vencidos. Ganham as instituições, a democracia, a Constituição Federal e o processo legislativo", afirmou Renan, em nota divulgada nesta noite.


A partir de agora, o Senado poderá votar o projeto do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) que cria restrição ao acesso dos novos partidos ao fundo partidário e ao tempo de propaganda na TV. A votação estava suspensa desde abril, quando o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar em ação do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para impedir a tramitação da proposta. Renan disse que o Senado votará o projeto no momento oportuno. A Câmara já havia aprovado a proposta.

Repercussão


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, possível candidato do PSB à Presidência da República, e os partidos de oposição, acusam o governo de estarem por trás do projeto. Segundo eles, sufocando candidatos como Marina Silva, que está criando a Rede Sustentabilidade, o governo e o PT tentam impedir que concorrentes diretos de Dilma Rousseff tenham sucesso em suas candidaturas.

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Para o líder do PSDB no Senado, Aloizio Nunes Ferreira (SP), a votação da proposta é a comprovação do que disse Dilma, durante viagem ao Estado da Paraíba, de que "numa eleição pode-se fazer o diabo". Ele lembrou que durante a tentativa de votação do projeto, em abril, a base aliada estava constrangida, porque sabia estar cometendo um casuísmo.


O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), aplaudiu a decisão do STF. Para ele, democrático é o País ter entre cinco e seis partidos e não mais de 50.

— Isso é uma insanidade.

Raupp disse que considera errado a Justiça ter liberado o fundo partidário e o tempo de TV para o PSD, o que agora é reivindicado por Marina Silva.— A decisão contrariou a lei, que fala, claramente, que esses direitos são baseados no tamanho da bancada eleita. Os partidos novos não têm nenhum parlamentar eleito.

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