Defesa de Battisti diz que entrará com recurso contra deportação do italiano
Advogado do italiano, Igor Sant'Anna, considera que decisão de juíza foi um "equívoco"
Brasil|Da Ansa

Após a breve prisão do italiano Cesare Battisti ocorrida na noite de quinta-feira (12), o seu advogado, Igor Sant'Anna Tamasauskas, disse nesta sexta-feira (13) que entrará com recurso contra o pedido de deportação do seu cliente na semana que vem.
Com a detenção do ex-ativista pela PF (Polícia Federal), pode-se considerar agora que ele está ciente da decisão da magistrada Adverci Rates Mendes de Abreu de expulsá-lo do Brasil.
— Temos que recorrer da sentença para mostrar o equívoco dessa juíza.
No último dia 26 de fevereiro, Mendes de Abreu, titular da 20ª vara do Distrito Federal, determinou em primeira instância a deportação de Battisti, que, segundo ela, está em situação irregular no país. De acordo com sua sentença, a condenação do ex-ativista por crime doloso na Itália impede a concessão de visto pelo governo brasileiro.
A decisão foi tomada após uma ação apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) questionando a sua permanência e, na visão da magistrada, não contraria a posição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar o italiano.
AGU recorrerá da decisão de deportar o ex-ativista italiano Cesare Battisti
Na noite de quinta-feira, Battisti foi preso pela PF em Embu das Artes, cidade da Grande São Paulo onde ele vive com a família, para fins de deportação. No entanto, seu advogado conseguiu um habeas corpus para libertar o italiano.
Segundo Tamasauskas, a detenção foi um "absurdo". Contudo, ele disse que Battisti está bem e vai seguir sua vida normalmente.
— Eu mesmo o levei até a casa dele, o deixei com a esposa.
Membro do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) nos anos 1970, o ex-ativista foi condenado à prisão perpétua pela Justiça italiana por "terrorismo" e envolvimento em quatro assassinatos.
Ele viveu na França e fugiu quando teve sua extradição autorizada. Foi para o México e, em seguida, ao Brasil, onde foi preso em 2007. O STF também chegou a autorizar sua extradição, mas o ex-presidente Lula decidiu, no último dia de seu segundo mandato, mantê-lo no País.















