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Protógenes Queiroz acha que furto de tablet em aeroporto pode ter sido "encomendado"

PF mudou local de desembarque e abordou passageiros procurando Ipad do deputado

Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília

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Protógenes é ex-delegado da PF e suspeita de furto encomendado de seu Ipad
Protógenes é ex-delegado da PF e suspeita de furto encomendado de seu Ipad ANTONIO CRUZ/ABR

O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) teve um tablet furtado na última terça-feira (19) e acionou a Polícia Federal para tentar encontrar o objeto. O deputado suspeita que o furto possa ter sido "encomendado" para criminosos terem acesso a informações do trabalho dele dentro do Congresso.

O ex-delegado da PF deixou o Ipad pessoal no totem da empresa aérea TAM enquanto fazia o check-in e, quando voltou, o equipamento não estava mais lá. Protógenes, então, acionou os antigos colegas do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e teve auxílio também dos agentes do Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.


Protógenes procurou o objeto no "achados e perdidos" tanto da Infraero quanto da TAM em Congonhas e não encontrou. Procurou então a delegacia da PF no aeroporto de SP e pediu acesso às imagens das câmeras internas.

— Inicialmente acreditava que poderiam ter pego por engano o Ipad, mas depois de todas as buscas, há a suspeita de que possa ter sido um furto encomendado. Sou uma pessoa muito visada pelas CPIs que participo e pelo trabalho no Congresso. 


Como o tablet tinha rastreador, os policiais identificaram uma movimentação dele e possível entrada do objeto no mesmo voo que o deputado estava. Como o avião decolou, o procedimento de busca continuou na capital federal.

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Quando chegou em Brasília, o voo recebeu policiais federais que perguntaram aos passageiros sobre o objeto. Sem resposta, o desembarque foi transferido para a área internacional, para que as bagagens pudessem passar em um raio-x.

O deputado afirma que não houve exageros da PF e que o procedimento adotado pelos agentes é "normal".


— Meu procedimento adotado [de procurar a PF] foi fomo cidadão e não como ex-delegado. A equipe de Congonhas e de Brasília foram muito eficientes. Todo o procedimento é normal, legal. Quando qualquer ilícito é feito dentro do finger da aeronave, a jurisdição federal determina que deve ser redobrada a atenção no trânsito das pessoas e a PF que faz isso.

Segundo ele, a polícia já está com as imagens dos dois aeroportos e vai cruzar as informações do embarque e desembarque. Identificando a pessoa que pegou o Ipad no check-in, pedirá à companhia aérea dados do passageiro como endereço, telefone, entre outras coisas.

Procedimento normal 

A PF informou, por meio de nota oficial, que os procedimentos adotados fazem parte de um "protocolo padrão para as situações em que, de uma forma geral, haja distúrbio envolvendo artefatos e equipamentos, nas áreas de segurança aeroportuárias".

Segundo a corporação, não houve "qualquer intervenção significativa na rotina dos passageiros", que tiveram apenas as suas bagagens de mão submetidas a aparelho de raios-x. Para a PF, não foi registrado nenhum atraso ou desconforto em relação aos passageiros do voo.

Ainda de acordo com a nota, o inquérito foi instaurado e, até o momento, o responsável não foi identificado e o aparelho não foi recuperado. 

Polêmicas

Esta não é a primeira vez que o deputado Protógenes Queiroz se envolve em polêmicas. No ano passado, ele pediu que o filme Ted fosse proibido no País porque achou que era inapropriado para menores de 18 anos. 

O pedido de censura acabou no governo, que disse que não suspenderia o filme e a confusão acabou virando polêmica na internet. 

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