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Derrota de procurador indicado ao CNJ leva a protesto de senadores

Recondução de Wellington Saraiva foi rejeitada em votação secreta no Senado 

Brasil|Do R7

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Rejeição de Saraiva gerou críticas ao voto secreto
Rejeição de Saraiva gerou críticas ao voto secreto

Senadores da oposição e da base do governo protestaram nesta quarta-feira (7) contra a decisão tomada em votação secreta pelo plenário da Casa de rejeitar a recondução do procurador da República Wellington Cabral Saraiva para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Tachando de injusta a negativa de 21 senadores em relação à recondução do procurador da República, Pedro Taques (PDT-DF), observou que Wellington Cabral ocupou o cargo de conselheiro do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) por dois anos, sem haver qualquer irregularidade pesado contra ele durante seu mandato.


Para ele, a decisão equivocada da Casa, motivada por uma clara retaliação ao procurador-geral da República Roberto Gurgel, somente foi possível em razão da permanência no Legislativo do retrogrado instituto do voto secreto.

— Cada senador tem a liberdade constitucional de votar desta ou daquela forma. Não estou a criticar voto de senador. Aliás, lutamos para que cada parlamentar pudesse expressar sua opinião. Mas ele expressa sua opinião para que o cidadão possa saber de que maneira ele votou, sem a escuridão do segredo. Não há melhor detergente do que a luz daquele painel. Conselheiros do CNJ usam "Google" do Judiciário para atacar PelusoLeia as principais notícias de Brasil e Política


No mesmo sentido, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) considerou um absurdo o plenário rejeitar, por meio do manto do voto secreto, uma indicação de um procurador da República que já tinha sido aprovado após sabatina realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

— Essa prática no Senado tem que acabar, e me deixa mais convencida de que o voto aberto é o caminho — afirmou Lídice da Mata.


De igual maneira, o senador Humberto Costa (PT-PE) declarou não compreender a contradição entre as decisões da CCJ e do Plenário da Casa sobre a indicação Wellington Saraiva para o CNMP . Em sua opinião, esta divergência nas votações indicam claramente a necessidade de uma discussão urgente sobre o voto secreto.

— Eu acho que com essa votação de hoje não perdeu o procurador-geral da República Roberto Gurgel, não perdeu o Ministério Público, mas perdeu o Brasil e o Senado Federal.

Se manifestaram também contra a decisão de não recondução os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Paulo Paim (PT-RS).

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