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Descontente com esclarecimentos da Petrobras, Planalto responsabiliza BW por acidente

Brasil|Do R7

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BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Insatisfeita com os esclarecimentos da Petrobras sobre a explosão do navio plataforma da norueguesa BW offshore na quarta-feira, na costa do Espírito Santo, a presidente Dilma Rousseff emitiu um nota inusual nesta quinta-feira para reforçar que a assistência aos trabalhadores é de responsabilidade da empresa estrangeira.

Na nota oficial, Dilma externou "solidariedade" às famílias das vítimas e disse que a "Petrobras irá cuidar para que a BW preste toda a assistência às famílias envolvidas", num esclarecimento pouco comum em notas da Presidência da República.

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Para o Palácio do Planalto, segundo uma fonte ouvida pela Reuters, não havia ficado claro o suficiente nas explicações prestadas pela Petrobras que a operação do navio plataforma era de responsabilidade da BW offshore.

A tripulação do navio era formada por funcionários próprios e terceirizados da norueguesa BW Offshore e apenas um fiscal da Petrobras, segundo o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.

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Rangel, que ocupou a cadeira do Conselho de Administração da Petrobras em 2013, quando tinha como uma de suas principais bandeiras um Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, criticou a iniciativa da Petrobras de afretar navios.

"Não vou dizer que a Petrobras teria mais força para evitar um acidente como esse, mas o fato concreto é que a Petrobras e os sindicatos que representam seus funcionários têm mecanismos de cobrança de práticas de segurança muito fortes", afirmou.

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"Essas plataformas terceirizadas têm sindicatos de fachada, que representam os funcionários com interesses próprios, sem comprometimento", acrescentou.

Com a eleição no novo conselheiro Deyvid Bacelar, também apoiado pela FUP, Rangel afirmou que os funcionários vão buscar levar essa demanda, de evitar o afretamento de plataformas, ao Conselho.

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A explosão a bordo do navio plataforma FPSO Cidade de São Mateus na costa do Espírito Santo, que ocorreu na quarta-feira, causou a morte de cinco pessoas, sendo que quatro trabalhadores ainda estão desaparecidos, informou a norueguesa BW Offshore, proprietária da embarcação, em um comunicado nesta manhã.

A FPSO Cidade de São Mateus, que armazena e produz petróleo e gás, estava trabalhando para a Petrobras.

Segundo boletim mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 25 pessoas estão feridas e quatro permanecem desaparecidas.

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(Por Jeferson Ribeiro, em Brasília, e Marta Nogueira, no Rio de Janeiro)

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