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Desmatamento no Brasil recua 84% em oito anos

Entre 2011 e 2012, porém, área de 554 mil campos do Maracanã foram destruídos na Amazônia

Brasil|Gustavo Frasão, do R7, em Brasília

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A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou na manhã desta quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, que houve uma queda de 84% no desmatamento do Brasil desde 2004, ou seja, em pouco mais de oito anos. O índice faz parte dos dados consolidados sobre o desmatamento na Amazônia Legal, apresentados pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a reunião do FBMC (Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas).

A ministra disse que, entre 2011 e 2012, uma área de 4.571 km² foi destruída na Amazônia Legal — o equivalente a 554 mil campos de futebol iguais ao do Maracanã. No entanto, este é o menor número registrado desde 1988, quando as medições foram iniciadas pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O ano de 2004 marca o início da elaboração de planos de combate ao desmatamento amazônico.


A presidente também anunciou que o Brasil atingiu 76% da meta de redução do desmatamento e 62% da meta de redução dos gases que provocam o efeito estufa.

— Os números apresentados pela ministra Izabella Teixeira dão uma clara perspectiva de porquê somos considerados uma referência mundial. Não porque sejamos absolutamente e claramente um País que preserva o meio ambiente apenas, mas também enfrentamos algumas questões que sempre são colocadas como excludentes. Nossa expectativa é atingir os 100% das nossas metas até 2020.


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Durante a reunião, Dilma também explicou que os resultados da Rio + 20 (Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável), realizada há um ano no Rio de Janeiro, não é a proposta do governo para o Brasil.


— Não é o que nós propomos para nós, mas é um denominador comum.

Dilma também disse que os resultados são satisfatórios e mostram que o Brasil conseguiu ao longo dos anos, em parceria com a sociedade e entidades que defendem a causa, institucionalizar o controle de desmatamento.

— Conseguimos unir a proteção ambiental com o crescimento econômico. Estamos mostrando que é possível crescer e preservar, que é possível crescer e distribuir renda. Eu acredito que um dado tem de estar claro na cabeça de todo brasileiro: a força do brasil está num determinado modelo de desenvolvimento, que combina meio ambiente com redução da desigualdade e com crescimento, competitividade e inovação.

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