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Dilma afirma que está participando das discussões para reformular o PT

De acordo com a ex-presidente, o partido deve reconhecer que cometeu erros

Brasil|Do R7

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Para Dilma, é importante envolver os jovens na reformulação do PT
Para Dilma, é importante envolver os jovens na reformulação do PT ANDRE DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A ex-presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (13), em entrevista à Rádio Guaíba, que está envolvida nas discussões em prol da reformulação do PT, que devem passar pela troca antecipada da cúpula do partido.

— Sem dúvida eu vou participar disso, já estou participando. É algo que tem que ser feito.


De acordo com Dilma, o PT deve reconhecer que cometeu erros e quais foram esses erros.

— Agora, não é uma questão de se autopunir, mas de buscar novos caminhos, de perceber que houve opções e atitudes incorretas. [...] Eu acredito que o PT tem um patrimônio, é o patrimônio das lutas sociais no Brasil. Não é esta ou aquela pessoa que definirá como o partido vai prosseguir.


Dilma diz que não cogita disputar eleições no curto prazo

A ex-presidente disse ainda que não vê ninguém de dentro do PT que seja contra essa discussão a respeito do rumo que será tomado pelo partido.


— Tem que fazer uma reavaliação porque o que ocorreu é muito grave. Não só as eleições. O impeachment é muito grave, a ruptura democrática é muito grave, e isso vai ensejar a discussão sobre o que fazer.

A ex-presidente ainda acrescenta que é importante envolver a juventude nesse processo.


— Tem de ter uma nova geração que seja a responsável também por todo o reerguimento do PT.

Na entrevista à rádio de Porto Alegre, Dilma falou ainda que o seu partido foi vítima de uma "demonização" nos últimos tempos.

— É como se o PT fosse o depositário de todos os pecados do mundo o que não é verdade.

Lula

Dilma afirmou também que o quadro de "golpe continuado" no Brasil tem como intenção principal impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe das eleições de 2018.

— Há um objetivo claro de condená-lo na segunda instância e inviabilizá-lo como candidato. Se ele vai ser atingido, não temos como avaliar hoje, mas o objetivo é este. [...] Se prender ´[o Lula], acho que se cria uma situação muito difícil para o País. A prisão do Lula [se ocorrer] será vista como um corolário do golpe que resultou no meu impeachment. Acho que será visto assim pelo mundo. É temerário em todos os sentidos.

Ela concedeu a entrevista nesta quinta-feira antes da divulgação da decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em Brasília, que aceitou integralmente denúncia contra Lula, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e mais nove pessoas. Com isso, os envolvidos se tornam réus e passam a responder à ação penal. Ao petista, são imputados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Esta é a terceira ação penal aberta contra Lula, em pouco mais de dois meses, envolvendo casos de corrupção.

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