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Dilma defende integração maior entre esferas para Rio 2016; obras interditadas são liberadas

Brasil|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira uma integração maior entre os governos federal, estadual e municipal para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, onde duas obras olímpicas interditadas pelo Ministério do Trabalho foram liberadas, superando mais um desafio na preparação da cidade.

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“Prometi ao presidente (do comitê organizador) Carlos Arthur Nuzman e a ideia é nos integrar cada vez mais”, disse Dilma a jornalistas após visita à sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos.

A presidente acompanhou uma apresentação do Comitê Rio 2016 sobre o andamento das obras e garantiu que elas estão rigorosamente em dia.

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Dilma confirmou que o presidente interino da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso, deve ser efetivado no cargo. "Possivelmente o interno será transformado em permanente", afirmou ela.

A APO, criada com a responsabilidade de coordenar a participação dos governos federal, estadual e municipal na preparação dos Jogos de 2016, tinha o cargo de presidente vago desde fevereiro, quando o general Fernando Azevedo e Silva pediu demissão.

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A presidente defendeu um "ajuste fino" na relação entre as esferas de governo nessa fase final de preparação, a pouco mais de um ano para a competição.

"Sempre há problemas. Para fazer um evento dessa magnitude você tem que resolver problemas todo santo dia; e depois todas as horas. Foi assim na Copa e na Rio+20", afirmou ela.

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Um dos problemas mais recentes foi a interdição das obras no velódromo e no centro de tênis, que já voltaram à sua normalidade, informou a Rio Urbe, órgão da prefeitura.

No fim de abril, o Ministério do Trabalho afirmou em nota que os problemas nos dois locais geravam “risco grave e iminente à integridade física dos trabalhadores”. O centro de tênis foi adaptado às regras de segurança exigidas na segunda-feira e o velódromo foi liberado na semana passada.

"As exigências foram cumpridas para que as obras fossem liberadas", declarou um porta-voz da Rio Urbe, que garantiu que a paralisação não vai afetar o cronograma das obras.

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POLÊMICA NA VELA

Um dos maiores obstáculos enfrentados pelo Rio é a sujeira na Baía de Guanabara, onde será realizada a disputa de vela. A Federação Internacional de Vela vem fazendo críticas à qualidade da água e teria defendido a ideia de levar as raias para alto mar e o uso de tecnologia nas embarcações olímpicas, o que foi rebatido pelo presidente do comitê organizador.

Segundo Nuzman, as regras do jogo não podem mudar em cima da hora.

"A Federação tem que entender que a Olimpíada no Brasil não pode ser diferente das demais em outros países. Não pode mudar a regra de última hora", declarou ele à Reuters.

"A regra foi aprovada por todos depois de Londres (Jogos de 2012) e não podemos mudar a regra."

O presidente do Comitê Rio 2016 elogiou a decisão da presidente Dilma de efetivar o presidente interino da APO.

"Ela fez muito bem; tem o nosso apoio. Não dava para trazer outra pessoa e começar tudo de novo. Isso dá um alívio para nós também", admitiu.

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