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Dilma deveria dizer que só renuncia se Congresso aprovar reformas, sugere FHC

Parlamentar encampa um pedido de afastamento da presidenta do País

Brasil|Do R7

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FHC defende renúncia como "gesto de grandeza" para Dilma
FHC defende renúncia como "gesto de grandeza" para Dilma

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (30), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a presidente Dilma Rousseff teria como melhor alternativa para a crise política propor um pacto pelo qual aceitaria renunciar ao mandato mediante a aprovação de reformas que dificilmente o Congresso e os partidos aceitariam fazer por conta própria, como melhorar os sistemas partidário-eleitoral e o previdenciário.

— Ou ela assume e chama o País às falas, apresenta um caminho crível para o País e recupera a força para poder governar, ou então ela, pelo menos, deixa uma marca forte: 'Eu saio se vocês aprovarem tal e tal coisa".


Ele afirmou em entrevista à rádio no sul do País.

— Como a presidente está em uma situação tão delicada, tão difícil, de tão baixa popularidade e, ao mesmo tempo, com tanta dificuldade de aprovar qualquer coisa no Congresso, o que seria com grandeza? Olha aqui, vocês querem que eu saia? Eu saio, mas vocês primeiro me deem tais e tais reformas, para criar um clima mais positivo.


Para o tucano, as prioridades dessa agenda deveriam ser as regras das disputas eleitorais e o sistema público de pagamento de pensões e aposentadorias.

— Muda a reforma eleitoral, porque esse sistema está fracassado. Mexe a Previdência, porque se não vai falir. Exige umas tantas coisas que sejam anseios nacionais e (diz:) 'Se fizerem isso, eu caio fora'. Um gesto e, se fizer isso, nem cai fora, porque ganha (força política).


Há pelo menos dois meses, FHC tem defendido publicamente a renúncia como um "gesto de grandeza" para Dilma. Logo após as manifestações contra o governo e o PT de 16 de agosto, o ex-presidente publicou em seu perfil no Facebook:

— Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza - renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional -, assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato. Até que algum líder com força moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais.


Na entrevista desta sexta-feira, motivada pelo lançamento do primeiro de quatro volumes da série de livros Diários da Presidência, em que relata o dia a dia no Palácio do Planalto, FHC se mostrou cético em relação à situação de Dilma.

— Do jeito que está, ela pode até ficar (até o fim do mandato), mas vai empurrar o tempo com o barriga sem conseguir resultados satisfatórios.

Por isso, segundo o tucano, a renúncia seria o "menos custoso" ao País.

— Impeachment é um processo longo. É um debate que paralisa o País. Uma decisão do Tribunal (Superior) Eleitoral que anule a eleição provoca também uma grande confusão, eleição de novo.

FHC, seguindo caminho diferente do defendido pela maioria do PSDB, encampa um pedido de afastamento da presidente e contesta a campanha à reeleição de Dilma no TSE.

— Tudo isso é muito fácil de falar, mas quem conhece o processo histórico sabe que tem um custo para o país muito elevado.

Ao comparar, na semana passada, as dificuldades de seu governo com o PT na oposição às enfrentadas por Dilma, FHC disse ao jornal O Estado de S.Paulo que os tucanos não deveriam agir como os petistas fizeram no passado.

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