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Dilma diz que 'campanha negativa faz quem não tem projetos'

Presidente disse que aliados terão que ter "serenidade" para não aceitar provocações 

Brasil|Do R7

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Convenção do PSD oficializou apoio à presidente
Convenção do PSD oficializou apoio à presidente

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (25), que não promoverá uma "campanha negativa" durante a disputa eleitoral deste ano.

As declarações da petista foram feitas em discurso proferido na convenção nacional do PSD, realizada em Brasília, e demonstram uma alteração na estratégia adotada pelo PT no programa partidário que foi ao ar em rede nacional em maio. Na ocasião, o PT recorreu ao discurso de que era preciso evitar os "fantasmas do passado", em alusão indireta ao PSDB.


— Uma candidatura que tem muito o que mostrar não precisa fazer campanha negativa. Quem precisa fazer campanha negativa é quem não tem projetos, propostas para o País. Quem precisa fazer campanha negativa é quem não tem o que mostrar.

Dilma também ressaltou que a campanha presidencial deverá exigir "muito de cada um" e que os integrantes da base aliada não poderão aceitar provocações dos adversários. 


— A campanha vai exigir principalmente serenidade para que não aceitemos provocações. Provocações que buscam rebaixar nível do debate e acirrar antagonismo.

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Ela também adotou o mote da necessidade da construção de um ciclo "mais amplo e duradouro".


— Somente quem fez transformações rápidas e profundas pode garantir ciclo mais amplo e duradouro. Provamos que somos os mais capazes para continuar mudando o Brasil para melhor".

No encontro, ocorrido em um auditório da Câmara dos Deputados, o PSD oficializou apoio à campanha presidencial da petista com 108 votos a favor, de um total de 114. Ao falar diretamente aos integrantes do PSD, Dilma agradeceu o apoio da legenda.

— Tenho muitos motivos para alegrar e agradecer o apoio do PSD, uma das mais promissoras novidades da política brasileira.

Ela também tocou na questão da lealdade do partido em apoiá-la. Apesar da formalização da aliança com o PT no âmbito nacional, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ainda avalia a possibilidade de compor chapa com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. Outra opção para o partido seria uma candidatura própria ao governo paulista, com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

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